Quando falamos em violência doméstica que, como o próprio nome indica, envolve violência ou outro género de abuso num contexto doméstico, como por exemplo, num casamento, namoro, contra uma criança ou idosos, entre outros
A violência doméstica é um problema a nível mundial que atinge milhares de pessoas, e a maior parte dos casos ocorrem de forma silenciosa. É um problema que tanto pode abranger os homens como as mulheres e que não distingue nível social, religioso, etcDentro da violência doméstica há vários tipos: Psicológica, física, verbal, sexual…
A percentagem de vítimas em Portugal tem vindo a aumentar. Em 2018 foram identificados 23 600 suspeitos por violência doméstica, sendo 19 971 do sexo masculino e 3 629 do sexo feminino. Houve, no total, 28 230 pessoas que sofreram violência, sendo 5 960 homens e 22 280 mulheres.
Em 15 anos foram assassinadas mais de 500 mulheres e mais de mil crianças e
jovens ficaram órfãos, e todos os anos são apresentadas cerca de 27 mil participações
às forças de segurança, correspondendo
assim a 73 ocorrências por dia.
Um dos casos mais chocantes de violência doméstica foi de uma mulher assassinada pelo companheiro e que já tinha apresentado 14 queixas. Entre 2006 e 2016, uma professora de Lisboa esteve envolvida em 14 inquéritos relacionados com episódios de violência doméstica, com origens em queixas apresentadas pela própria, por familiares e por vizinhos contra o seu companheiro. Apesar de tantas queixas, a mulher de 61 anos acabou por ser brutalmente assassinada. Um relatório divulgado aponta o dedo às autoridades, dizendo que não fizeram o suficiente para proteger e apoiar a vítima.
A violência contra a mulher é muito superior à violência contra o homem, podemos constatar este facto pelos dados existentes e facultados por várias instituições. Quando a agressão ocorre no espaço doméstico, o agressor é normalmente o marido ou o companheiro da vítima, tendo a grande maioria dos agressores idades entre os 25 e os 44 anos.
Em 25 de junho de 1990 foi criada a APAV. Esta instituição tem o objetivo de proteger e prestar apoio à vítima, à sua família e aos seus amigos, prestando-lhes serviços gratuitos e confidenciais. As vítimas podem contactar a APAV através da Linha de Apoio à Vítima: 116006
Ana Monteiro
Um dos casos mais chocantes de violência doméstica foi de uma mulher assassinada pelo companheiro e que já tinha apresentado 14 queixas. Entre 2006 e 2016, uma professora de Lisboa esteve envolvida em 14 inquéritos relacionados com episódios de violência doméstica, com origens em queixas apresentadas pela própria, por familiares e por vizinhos contra o seu companheiro. Apesar de tantas queixas, a mulher de 61 anos acabou por ser brutalmente assassinada. Um relatório divulgado aponta o dedo às autoridades, dizendo que não fizeram o suficiente para proteger e apoiar a vítima.
A violência contra a mulher é muito superior à violência contra o homem, podemos constatar este facto pelos dados existentes e facultados por várias instituições. Quando a agressão ocorre no espaço doméstico, o agressor é normalmente o marido ou o companheiro da vítima, tendo a grande maioria dos agressores idades entre os 25 e os 44 anos.
Em 25 de junho de 1990 foi criada a APAV. Esta instituição tem o objetivo de proteger e prestar apoio à vítima, à sua família e aos seus amigos, prestando-lhes serviços gratuitos e confidenciais. As vítimas podem contactar a APAV através da Linha de Apoio à Vítima: 116006
Ana Monteiro

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