sexta-feira, 18 de junho de 2021

Violência Intrafamiliar

 



Violência Intrafamiliar

É considerado como uma forma de violência intrafamiliar qualquer ação que afete negativamente o bem-estar, a integridade física/psicológica de uma parte da família.

Mais conhecida como violência doméstica, é representada pelas ações de um certo indivíduo/os que fazem parte do grupo família (parente, filhos, tios, irmãos, etc) que procura causar danos físicos e emocionais a outro membro desse grupo.

Existem várias formas de violência doméstica: física, psicológica e sexual.

VIOLÊNCIA FÍSICA

Ocorre quando o abusador causa ou tenta causar danos por meio de força física, com ou sem armas. Essa violência pode causar várias consequências físicas (hematomas) ou psicológicas (traumas). Dependendo da gravidade, os danos podem ser temporários, permanentes ou até mesmo mortais.

O facto de tradicionalmente uma certa violência no interior da família ter sido socialmente aceite, como o pai ou a mãe dar uma bofetada nos filhos e mesmo isso acontecer entre cônjuges, fez com que durante muito tempo estas situações fossem consideradas normais por parte de agressores e vítimas. Os ditados populares ”entre marido e mulher ninguém mete a colher” ou “quanto mais me bates, mais gosto de ti” espelham a aceitação cultural desta forma de violência. Culturalmente, também os crimes passionais eram olhados com compreensão, sobretudo se fossem praticados por homens para defesa da sua honra. Em Portugal, só na década de 70 e em virtude da ação dos grupos feministas, a violência doméstica começou a ser denunciada e encarada como um problema. Hoje, estes fenómenos são considerados crimes, no plano jurídico e social, daí que as situações sejam mais noticiadas e sobretudo mais participadas à polícia

Exemplos podem ser oferecer porrada após uma má nota, durante uma discussão e como forma de castigo.

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Algumas pessoas utilizam o termo "violência doméstica" para abranger a violência psicológica e mental, que pode consistir em agressões verbais repetidas, perseguição, clausura e privação de recursos físicos, financeiros e pessoais. A violência é parte integrante da dinâmica de muitas famílias, tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos e surge em qualquer classe social. É toda ação que procura causar dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. Coisas como ameaças, humilhações, agressões, chantagem, discriminação, exploração, não deixar a pessoa sair de casa, impedir que a pessoa utilizar seu próprio dinheiro, etc são exemplos de violência psicológica.

NEGLIGÊNCIA

É a ausência de responsabilidade de um ou mais membros da família em relação a outro, sobretudo com aqueles que precisam de ajuda por questões de idade (bebés abandonados em carros) ou alguma condição específica, permanente ou temporária (abandono de um parente por causa de distúrbios mentais). É sinónimo de abandono, falta de cuidado e de atenção, desinteresse, etc.

Como identificar violência

Manchas no corpo (queimadura, mordida, corda, sangue, hematoma); Ausência ou atraso na escola, dificuldade de concentração; Problemas no sono (ausência/sonolência); Problemas alimentares (comer demais ou de menos); Várias mudanças de comportamento extremas como agressão ou timidez extrema; Medo e receio de ficar na companhia de determinada pessoa.

Violência doméstica em Portuga

Em Portugal, só na década de 70 e em virtude da ação dos grupos feministas, a violência doméstica começou a ser denunciada e encarada como um problema. Segundo dados estatísticos e na maioria dos casos reportados, existia uma relação próxima da vítima com o agressor, sendo a violência exercida sobretudo no seio da família e tendo como vítimas mulheres e/ou filhas (em 82% dos casos as vítimas são do sexo feminino, segundo o relatório de 2013 da APAV).

São do conhecimento geral diversas situações em que as relações familiares assumem por vezes aspectos cruéis, nomeadamente na sociedade portuguesa, em que a violência sobre as mulheres e as crianças tem sido mais frequentemente noticiada. Se por um lado a vida familiar pode ser calorosa e harmónica, as situações de violência provocadas por tensões e desespero são cada vez mais conhecidas. Este do oculto da vida familiar contrasta com certas imagens que nos são transmitidas pelos meios de comunicação social, por exemplo através da publicidade, em que a família aparece como um lugar de plena felicidade.

CONCLUSÃO

Pelo facto de, atualmente, serem conhecidas mais situações de violência física, psicológica e de abuso sexual, que se desenvolvem no quadro das relações familiares portuguesas, isso não significa necessariamente que a violência intrafamiliar tenha aumentado, mas que cada vez mais se consideram estas situações como indignas e intoleráveis.


Luís Vinagre, n12





quinta-feira, 17 de junho de 2021

Género e identidades sociais.

As diferenças de comportamento entre homens e mulheres são explicadas usualmente através das diferenças naturais e biológicas, porém não é a forma correta de abordar a questão. Com o conhecimento e estudo de diferentes culturas foi possível compreender que os comportamentos dos indivíduos, homens e mulheres, são influenciados socialmente. De forma a clarificar as influências dos aspetos naturais e sociais nas diferenças entre homens e mulheres, os sociólogos distinguem sexo de género. Sexo distingue homens e mulheres, é uma distinção geneticamente determinada e universal, já género é o termo utilizado para designar as características psicológicas, sociais e culturais associadas aos indivíduos do sexo masculino e do sexo feminino. Assim sendo, o facto de um indivíduo nascer, biologicamente, homem ou mulher não lhe impõe os papéis que, numa determinada sociedade, estão atribuídos aos homens e às mulheres. Desde que nascemos vamos aprendendo, sem darmos por isso, a ser mulheres ou homens- vamos construindo a nossa feminilidade ou masculinidade. Quer dizer que cada sociedade constrói os seus próprios conceitos de masculino e feminino, isto é, das características consideradas masculinas e femininas, e os indivíduos interiorizam essas características através do processo de socialização- Socialização de género.

A orientação sexual refere-se ao que cada pessoa pensa e sente sobre si própria, sobre a sua afetividade e sexualidade e por quem se sente atraído afetiva e sexualmente. Uma pessoa é considerada heterossexual se se sente atraída por pessoas do género oposto, homossexual se se sente atraída por pessoas do mesmo género e  bissexual se se sente atraída por pessoas de ambos os géneros. Existem ainda outras formas de orientação sexual como a pansexualidade, a assexualidade e a demissexualidade. A discriminação de orientação sexual é a discriminação contra uma pessoa ou grupo com base na sua orientação sexual. É uma predisposição tendenciosa contra lésbicas, gays, e bissexuais, entre outros. Socialmente, a discriminação de orientação sexual é uma realidade em Portugal, embora tenha sido o oitavo país do mundo a realizar casamentos civis homossexuais. Apesar de este ter sido um progresso importante na luta pelos direitos LGBTQI+ a violência contra a comunidade é frequente.

Ao longo da vida, são esperados dos indivíduos determinados comportamentos, atitudes, formas de pensar e de sentir adaptados às mais variadas situações e contextos sociais. Aspetos como os papéis nos rituais de acasalamento, as funções exercidas na família, os desempenhos profissionais, as interações com as pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto, as manifestações de emoção e de força, a linguagem corporal e os interesses intelectuais e culturais são fortemente condicionados pela identidade de género. A construção da identidade de género depende de numerosos fatores que interagem. A feminilidade e a masculinidade dependem muito da socialização de género. Desde que nascemos que vamos interiorizando na família, na escola, no grupo desportivo, através dos meios de comunicação social de forma inconsciente, os papéis sociais femininos e masculinos. Existem três tipos principais quando se fala em identidade de género. Cisgénero é a pessoa que se identifica com o sexo biológico designado no momento de seu nascimento, transgénero é quem se identifica com um género diferente daquele atribuído no nascimento e não-binário corresponde a identidades de género que não são masculinas ou femininas, estando portanto fora do binário de género e da cisnormatividade. Alguns exemplos de identidade de género não-binárias são: género fluido, andrógino e intersexo. Quanto a transexuais são todos os indivíduos que manifestam características comportamentais de um género diferente do seu sexo biológico. Ou seja, a pessoa pode ter nascido com o órgão sexual masculino, mas não se identifica com o género masculino, identificando-se pelo género oposto. Nem sempre esse comportamento é compreendido pela sociedade que, por falta de conhecimento, reforça atitudes preconceituosas contra os pertencentes desta minoria. Tais práticas precisam de ser combatidas para evitar o sofrimento psicológico resultante da opressão dos transgéneros.

Os papéis de género referem-se a um conjunto de padrões e expectativas de comportamentos que são aprendidos em sociedade correspondentes aos diferentes géneros. São a manifestação social ou a representação social do que é ser de um determinado género, em diferentes culturas ou mesmo dentro de uma mesma cultura. Muito praticado pela sociedade, desde quando nascemos são atribuídos muitos estereótipos, por exemplo, a cor azul é de menino e a cor rosa é de menina. Ou mesmo nos presentes oferecidos às crianças: os meninos usualmente recebem carrinhos e as meninas bonecas. Todos esses padrões foram desenvolvidos pela sociedade, no entanto, devemos ter cuidado ao praticar esses modelos, uma vez que não são fixos e carregam aspetos negativos. Alguns dos estereótipos de género frequentes relacionados com o género feminino são características como sensível ou sentimental e quanto ao género masculino ambicioso e viril. 

A desigualdade de género é um problema de há décadas, porém ainda atual. Desde os primórdios da humanidade, a maioria dos povos caminhou para o desenvolvimento de sociedades patriarcais, em que o homem detinha o poder em todas as fações da vida social. Esse modelo encontra-se desde o âmbito familiar até ao âmbito público o que se reflete em inúmeras áreas com o exemplo: há mais mulheres pobres do que homens pobres, há mais desempregadas do que desempregados, as mulheres passam mais tempo que os homens a fazer trabalhos domésticos, para a mesma função e categoria socioprofissional, os homens ganham tendencialmente mais do que as mulheres apesar dos francos progressos na escolarização feminina e ainda os principais lugares de topo continuam a ser ocupados por homens. As formas de discriminação entre homens e mulheres começaram a ser postas em causa pelos movimentos feministas. Primeiro, as sufragistas, com a luta pelo direito ao voto, depois outros movimentos, lutando pela igualdade de direitos. Desta forma, as mulheres foram mostrando na prática, a sua capacidade para o desempenho dos mais variados papéis. Atualmente, na sociedade ocidental, as mulheres já desempenham papéis anteriormente apenas atribuídos aos homens, no plano dos direitos formais, existe igualdade entre homens e mulheres. Mas existir, no plano formal, igualdade de direitos não significa que não continuem a persistir desigualdades entre homens e mulheres.


Rita Torres, Nº18, 12ºD.


Migrações, Identidades Culturais e Etnicidade


Migrações, identidades Culturais e Etnicidade 

 

 

Hoje é comum dizer-se que vivemos em sociedades complexas. Desde logo, pela sua diversidade cultural, linguística e étnica. Tal fenómeno de intensificação de heterogeneidade não é, no entanto, recente. 

Só nos últimos dois séculos e meio, 350 milhões de pessoas, pelas mais variadas razões, saíram do seu contexto de origem. 

 

Movimentos da população

 

Um dos aspectos significativos da crescente globalização da sociedade prende-se com a circulação de pessoas no mundo. Circula-se entre continentes, países e regiões, devido a motivos profissionais, procura de melhores oportunidades de vida, lazer, etc. 




Fluxos Migratórios

 

Tão antigos como a história da Humanidade, os fenómenos migratórios ocorrem na estreita dependência de factores políticos e socioeconómicos. 

O movimento migratório é um fenómeno multifacetado que pode variar em função do espaço, da forma, da duração e da relação com o país de acolhimento. 

Nas sociedades contemporâneas, a maior parte dos movimentos migratórios tem subjacente motivações económicas. Mas a instabilidade política, as guerras e disputas territoriais por diferentes etnias, assumem, também, um papel de destaque neste movimento. 

 

O fenómeno Migratório na actualidade 

 

A intensificação dos fluxos migratórios está intimamente relacionada com o processo de globalização, nomeadamente com: 

·       a crescente supressão de barreiras comerciais à circulação de bens e mercadorias;

·       O desenvolvimento tecnológico;

·       A revolução nos transportes;

·       Os meios de comunicação de massa;

·       A interdependência económica à escala planetária; 

 

Esta diversidade não é, contudo, isenta de conflitos. Em muitos casos, verificam-se choques de culturas e atitudes de racismo e xenofobia entre cidadãos dos países receptores dos imigrantes. A etnicidade é, pois, um dos fatores constitutivos das sociedades europeias, onde são cada vez mais numerosos os imigrantes de “segunda” e “terceira” gerações, filhos e netos da primeira vaga de imigração. 




 

Emigração e desigualdade social 

 

A emigração e a desigualdade estão ligadas de várias maneiras. A emigração é, em parte, uma reação à desigualdade. Pode contribuir para eliminá-la, se os objetivos dos que emigram forem alcançados, ou piorá-la se não forem atingidos. Expressa e revela, por outro lado, grandes diferenças na forma como diferentes grupos de humanos vivem, material e culturalmente, mas também em termos dos direitos cívicos e políticos de que podem gozar. 

 

 

 

Etnicidade

 

Condição ou sentimento de pertença ou de identificação com um grupo étnico.

Grau que, estabelecido pelos membros de uma coletividade (povoação, sociedade, nação etc.), indica a aceitação aos modelos dessa coletividade.

Fenómeno social e contínuo de transmissão cultural, resultante da exposição, contato e prática com a etnia em que se está imerso.

 

 

O que é uma minoria étnica ? 

 

Não existem minorias étnicas propriamente ditas, elas definem-se estruturalmente. São grupos postos em situação minoritária pelas relações de força e direito, que os submetem a outros grupos no seio de uma sociedade global cujos interesses estão ao cargo de um Estado que opera a discriminação, quer por meio de estatutos jurídicos, quer graças aos princípios de igualdade cívica.  

 

Identidades Culturais 

 

A identidade cultural é um conjunto vivo de relações sociais e patrimónios simbólicos historicamente compartilhados, que estabelece a comunhão de determinados valores entre os membros de uma sociedade.

O exterior exerce um importante papel na formação de nossa identidade, que está presente no nosso imaginário e é transmitida, fundamentalmente, por meio da cultura.

 A identidade é o que nos diferencia dos outros, o que nos caracteriza como pessoa ou como grupo social. Ela é definida pelo conjunto de papéis que desempenhamos e é determinada pelas condições sociais decorrentes da produção da vida material.

Quando nos referimos à identidade cultural, referimo-nos ao sentimento de pertença a uma cultura nacional, ou seja, aquela cultura em que nascemos e que absorvemos ao longo de nossas vidas.




 

 

Tiago Abreu n°19 12°D 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escola: socialização formal e informal.




A escola é um agente de socialização fundamental que, a par da família e dos meios de comunicação, concorre para a integração social dos indivíduos, destacando a sua ação junto dos jovens, através da educação e do ensino de matérias que a sociedade entende como necessárias para uma intervenção responsável na vida social.

A escola exerce então dois tipos de socialização. Uma socialização formal consiste no ensino/aprendizagem de conhecimentos, capacidades e competências relacionadas com conteúdos específicos. Os conhecimentos teóricos necessários para o entendimento das ciências naturais e sociais, conhecimentos práticos ao nível de saber-fazer, proporcionando a formação académica necessária para o exercício de uma futura atividade profissional e uma integração social facilitada. Escolas, universidades e centros de formação profissional são assim considerados agentes de socialização formal que nos permitem ter um certificado e um currículo para ingressarmos no mundo do trabalho.

Esta socialização promovida pela instituição escolar também pode ser efetuada de forma não formal, com uma maior flexibilidade em relação às normas, uma melhor comunicação e recorrendo a processos mais lúdicos. Assim, por exemplo, a aprendizagem de uma língua estrangeira numa sala de aula é completamente diferente da que é feita através de uma visita de estudo ao estrangeiro.

A escola, ao proporcionar o contato entre grupos sociais diferentes (professores, alunos de vários estratos etários, sociais e culturais, outros agentes educativos), permite um tipo de socialização complementar. Aprende-se também a ser colega, amigo, delegado de turma, membro da associação de estudantes, como se relacionar com elementos de estatutos diferentes, e também se aprende a saber resolver problemas práticos como pedir esclarecimentos e informações.

É, pois, informal a aprendizagem das regras de bom comportamento na sala de aula, do reconhecimento da autoridade do professor e da necessidade do cumprimento de horários, por exemplo. Já a transmissão dos conteúdos dos manuais escolares constitui a educação formal.




Marcela Coelho.

Ambiente

 Ambiente 

Os modelos de desenvolvimento industrial sempre promoveram o consumo crescente

de bens e serviços, ignorando as consequências que dai poderiam resultar a nível da

natureza, estando, por isso, na base de agressão á natureza e ao ambiente, cujas

consequências são, em alguns casos, irreparáveis.

Tipos de riscos:

Riscos tecnológicos - Os riscos tecnológicos acontecem em consequência de

circunstâncias muito variadas: acidente de tráfego; acidente no transporte de matérias

perigosas; colapso de estruturas; rutura de barragens; acidente industrial; emergência

radiológica; incêndio em edifícios e habitações.

O desastre de Chernobyl foi um acidente nuclear catastrófico ocorrido entre 25 e 26 de

abril de 1986 no reator nuclear nº 4 da Usina Nuclear de Chernobil, no norte

da Ucrânia Soviética, próximo da fronteira com a Bielorrússia Soviética. O acidente

ocorreu durante um teste de segurança ao início da madrugada que simulava

uma falta de energia da estação, durante a qual os sistemas de segurança de

emergência e de regulagem de energia foram intencionalmente desligados. 


Riscos sociais- grandes disparidades de rendimento, ameaças á saúde publica

(bactérias resistentes a antibióticos), crises alimentares e disfuncionalidades das

cidades.

riscos geopolíticos - terrorismo, conflitos entre estados, corrupção, crime organizado e

comercio ilícito

11 setembro- Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 (às

vezes, referido apenas como 11 de setembro) foram uma série de ataques suicidas

contra os Estados Unidos.


Riscos ambientais:

Manufaturados- desflorestação, incêndios e a poluição.

Naturais- terramotos, cheias e tsunamis

Estes acontecimentos levam a redução da biodiversidade.


Os gases de efeito de estufa (que são principalmente constituídos por dióxido de

carbono e por metano) provocam o aquecimento global que faz com haja

descongelamento das calotas polares que por sua vez provoca a subida do nível do

mar e obriga a todos os seres terrestres que viverem junto do mar a migrar em massa

para o centro. 

 Filipe Ribeiro Nº6

Mobilidade Social

 Ricardo Filipe Alves da Costa Nº17 12ºD

 Ano letivo 2020/2021


Mobilidade Social

Conceito de mobilidade social

Mobilidade social é o deslocamento ou movimento de indivíduos dentro das estruturas de classes, camadas ou estratos sociais, cujo movimento ou deslocamento, pode ser ascendente (para cima) ou descendente (para baixo).

Tipos de mobilidade social

●Horizontalà O indivíduo ou grupo social adquire a mobilidade social sem alterar o estrato social.

●Verticalà O indivíduo ou grupo social adquire mobilidade social, alterando o estrato social. A mobilidade social pode ser ascendente (caso suba de classe social) ou descendente (caso desça de classe social).

Além destas duas, a mobilidade social também pode ser:

●Intra geracionalà Ocorre entre indivíduos da mesma geração.

Inter geracionalà Ocorre entre indivíduos de diferentes gerações.


Estratificação social 

Três tipos de estratificação social:

Classe alta: é a ínfima parte da população, que é formada por pessoas com privilégios que possuem bens enormes e com um elevado prestígio, encontram-se no topo da pirâmide.

Classe média: é constituída por pessoas que possuem algum privilégio, algumas vantagens e qualificação profissional, no entanto, ainda estão longe de pertencer à classe alta, encontram-se no meio da pirâmide.

Classe baixa: a classe baixa é formada pelos trabalhadores que, em geral, possuem poucos ou nenhum privilégio, vantagem ou prestígio. Possuem baixa escolaridade e, por isso, trabalhos menos remunerados. Muitas vezes trabalham apenas para a própria subsistência. Formam a base da pirâmide.

Conclusão

A mobilidade social ascendente ocorre maioritariamente numa sociedade democrática aberta que exalta a chegada ao topo de um individuo mais humilde, enquanto que na tradição aristocrática não é tanto assim. Numa sociedade capitalista mais aberta, a mobilidade social vertical não é igual para todos, o progresso social depende muito de onde a pessoa vem. Quem já nasce no topo da pirâmide, tem sempre mais possibilidade de se manter nesse estrato, isto regra geral, no entanto existem exceções.





















Pobreza e exclusão social


A pobreza tanto existe em sociedades não desenvolvidas, como nas desenvolvidas. Algumas das principais causas de pobreza são, o desemprego, a falta de trabalho, o envelhecimento da população.
Pobreza pode ser dividida em dois conceitos:

  • Pobreza absoluta;
  • Pobreza relativa

A pobreza absoluta parte do princípio de que todas as pessoas têm acesso a recursos mínimos que satisfazem as necessidades básicas, e que garantem a sobrevivência.
Dito isto, é pobreza absoluta quando essas necessidades não são satisfeitas. 
Um exemplo de pobreza absoluta são os indivíduos sem-abrigo, e/ou que não têm dinheiro para roupa ou comida
Porém, este conceito assume a existência de um padrão mundial de necessidades básicas. Este padrão é muito difícil de ser encontrado, pois existem bens, em Portugal, considerados essenciais e quase banais que em países sub-desenvolvidos são escassos. Saneamento e energia elétrica, em Portugal, são bens comuns a quase toda a população, porém, em países Africanos ou Sul Americanos são considerados bens de luxo. 
Para ultrapassar este problema, pode-se utilizar outro conceito de pobreza, a pobreza relativa.

A pobreza relativa toma em consideração o contexto social do indivíduo. Isto é, para avaliar a pobreza, toma-se em conta o estilo de vida da maioria da população onde se verifica o problema. 
Consideram-se pobres todos aqueles cuja escassez de recursos os impede de satisfazer as necessidades básicas da sociedade onde se encontram.
Um dos critérios mais utilizados para medir a pobreza relativa é definir um limiar de rendimento. Em Portugal e nos países da UE é considerado pobre aquele cujos rendimentos são inferiores a 60% da mediana do rendimento disponível no país. 

                                                                                                                            https://news.un.org/pt/story/2020/10/1730152

Modos de vida e Cultura 

As pessoas que vivem em situações de pobreza partilham condições de vida parecidas, o que muitas vezes as leva a modos de vida próprios, adaptados. 
Estas condições, ou falta delas, dão origem à criação de novas culturas, com os seus valores, crenças, atitudes e estilos de vida. 
Estas novas culturas são geralmente chamadas de culturas da pobreza. 
Dois exemplos são as favelas e as comunidades afro-americanas, os guetos. 

https://www.theguardian.com/film/2016/oct/27/boyz-n-the-hood-
review-blistering-humanitarian-classic-john-singleton
https://rioonwatch.org.br/?p=38277

Pobreza e exclusão social

A exclusão social é fruto de diversas privações, a indivíduos ou grupos, de usufruírem da cidadania e dos direitos oferecidos pela mesma. Esses direitos são resumidos à participação na vida em sociedade. 
Porém, exclusão social não implica a existência de pobreza, sendo que, pobreza implica sempre exclusão social.
Poderá existir exclusão, devido à falta de recursos, mas poderá também ocorrer apenas exclusão social, onde o indivíduo é expulso e privado da sociedade. 
O maior exemplo de exclusão social são os sem-abrigo, que foram abandonados e rejeitados pela sociedade. Não tem casa, trabalho, quase que não têm direitos. 



Grupos sociais mais vulneráveis à pobreza em Portugal

Em Portugal, os grupos sociais mais vulneráveis à pobreza são constituídos por pessoas:

  • Com baixos níveis de instrução e qualificação;
  • Em situações de desemprego e não inserção nos sistemas de proteção social;
  • Idosos com reformas baixas;
  • Pertença a grupos desfavorecidos;
  • Toxicodependentes, crianças e jovens em risco. 

Para combater a pobreza, o Estado tem de atuar, fornecendo não só subsídios, como promovendo a igualdade de oportunidades a toda a população. Contudo, apesar de já serem uma grande ajuda, as medidas implementadas revelam-se ainda insuficientes para eliminar ou reduzir substancialmente a pobreza em Portugal. 

Tomás Diniz

Violência Intrafamiliar

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