quarta-feira, 10 de março de 2021

Reprodução social

Entende-se por reprodução social o processo mediante o qual uma sociedade, através de diversos mecanismos, reproduz a sua própria estrutura. As sociedades, de modo a subsistirem, produzem de forma contínua, bens materiais e pessoas suficientes de forma a acionar essa produção. Quanto à sociologia, interessa o processo de reprodução cultural dos seres humanos que é controlada pelos grupos e classes dominantes. Assim sendo, a preservação da ordem social obriga a que os sujeitos adotem os padrões de comportamento já estabelecidos. Por meio do sistema de ensino, dos mass media, da influência que exercem sobre as próprias famílias, os grupos e as classes dominantes certificam as condições que propiciam a transmissão de saber técnico, a interiorização dos valores e das normas dominantes na sociedade.

O sociólogo Pierre Bourdieu, usa o conceito de habitus para explicar o mecanismo pelo qual aprendemos a fazer parte da sociedade e a reproduzi-la continuamente por meio das nossas ações e, ao mesmo tempo, a modificá-la. Através do habitus, ou seja, um conjunto de disposições permanentes, produzimos ações e pensamentos com um limite estabelecido: as condições históricas e socialmente determinadas em que um sujeito é produzido. Logo, sendo produto de um conjunto de condicionamentos, o habitus visa a reprodução da lógica desses mesmos condicionamentos. A probabilidade de nos confrontarmos com indivíduos cujo habitus é muito distinto do nosso é mais limitada do que a de nos vermos perante aqueles que mais se parecem connosco, levando a uma limitação da possibilidade de transformação de valores e normas. Deste modo, as pequenas ações do cotidiano permitem garantir a continuidade do sistema social existente e a reprodução do mesmo. Assim, o sociólogo analisa os fenómenos de insucesso escolar, a escolha de cursos e a mobilidade social, pela existência de mecanismos que apesar de não impedirem a transformação da estrutura social, a limitam. 

Os seres humanos são produzidos e reproduzidos culturalmente com o propósito da preservação das condições sociais de produção e da ordem social. Para que tal se verifique na sociedade atual é preciso que, por exemplo, que os futuros trabalhadores sejam polivalentes, aptos para se ajustarem à permanente inovação tecnológica e de aceitar a ordem estabelecida. Neste sentido, a reprodução social permite que as particularidades das estruturas sociais se preservem durante longos períodos de tempo, certificando uma continuidade nas práticas sociais que os sujeitos seguem. As instituições têm um papel fundamental no processo de reprodução social, pois são elas que ensinam os valores, as normas e os saberes práticos que garantem a conformidade com os padrões que dominam. É por meio das instituições que se fundamenta a atuação desenvolvida pelos grupos dominantes na produção e reprodução cultural dos seres humanos.


Um exemplo do impacto das instituições na reprodução social é a escola. Segundo Bourdieu, o conceito de “violência simbólica” é o ato de imposição arbitrária do sistema simbólico da cultura dominante sobre os restantes sujeitos. Quanto à ação pedagógica, seria o meio em que as instituições de ensino subjugam o sujeito e a sua individualidade, levando-o a posicionar-se no mundo social em conformidade com as noções preestabelecidas pela cultura dominante. Toda a ação pedagógica é caracterizada por tentar caminhar para a hegemonização cultural tendo como base o sistema simbólico do grupo dominante da sociedade. O sociólogo procurou demonstrar que dentro do processo de educação, aqueles que estão mais ajustados ao modelo cultural imposto são os que conseguem maiores hipóteses de inclusão social, já os que apresentam um comportamento considerado desviante acabam por sofrer sanções de cariz social. Bourdieu concluiu ainda, que a reprodução social é uma condição importante para a existência de um sistema com base na dominação para que os moldes vigentes de uma organização social persistam.


As instituições, sendo influenciadas pelas estratégias desenvolvidas pelos atores sociais, podem desempenhar um papel ativo na reprodução social e dar origem a uma transformação social. Assim como o processo de reprodução social se deve muito à estabilidade das práticas sociais, as ações dos indivíduos também podem contribuir para transformar as estruturas sociais e as próprias instituições sociais. O processo de reprodução social resulta da interação entre as estruturas sociais e a ação social, que pode também contribuir para a mudança social. Os conceitos de reprodução e mudança social, estão relacionados, dado que a ação dos indivíduos e das instituições sociais, pode contribuir tanto para a reprodução como para a mudança social. A ação social pode contribuir, não apenas para reproduzir a estrutura social, como também para a transformar. A ação social pode ter consequências inesperadas, que levam à mudança social, por exemplo, impor as normas sociais de uma maneira autoritária pode conduzir à revolta contra os padrões de comportamento socialmente estabelecidos.

O ativismo é um reflexo de como a ação individual ou coletiva combinada com o contributo das instituições sociais leva à mudança social, de modo a transformar determinados parâmetros da sociedade como as lutas pela igualdade de género, a luta anti racista e pela crise ambiental que estão na ordem do dia. O ativismo digital contempla um conjunto de atividades de campanha com recurso a tecnologias digitais, incluindo as redes sociais. Com a ascensão da Web 2.0 e das redes sociais, as multidões passaram a estar conectadas a um nível que favorece o fluxo contínuo de múltiplas vozes e a organização de ações coletivas. A morte de George Floyd, a 25 de maio de 2020, às mãos de um polícia, chocou o mundo e gerou um intenso debate no digital. Por toda a internet multiplicaram-se publicações relativas à violência policial e informação com o intuito do combate ao racismo. O ativismo no âmbito da luta anti racista contribuiu para organizar, disseminar, exercer e multiplicar campanhas de sensibilização e protesto, contribuindo de uma forma direta em prol de transformações sociais e políticas e disseminação de campanhas em defesa da causa e reivindicação de direitos num combate a injustiças e poderes instituídos.


Rita Torres, Nº18.


segunda-feira, 8 de março de 2021

Ordem Social

 

O termo ordem foi muitas vezes determinado como desordem e transformação social. De que forma e que a ordem se expõe numa sociedade?

Esta ordem é prática e moral e surge pelos comportamentos e atividades realizadas da sociedade que definem o que é bom ou mau; belo ou feio.

Essas valores e normas sociais vão variando conforme o tempo e espaço.

As normas são reprimidas ou aceites na sociedade pelos indivíduos e o não cumprimento dessas normas pode originar uma reprovação ou um desagrado social.

Como por exemplo:

·         Falar com a boca cheio;

·         Não cumprir os horários;

·         Passar a frente numa fila;

·         (…)

Os valores e as normas sociais existem numa sociedade por algum motivo e sentido e são para ajudarem as pessoas na sua interação e nos comportamentos adequados numa sociedade.

A ordem social esta sempre presente na vida quotidiana de uma pessoa e essas normas estão presentes mais concretas na sua rotina e na interação social.

Os comportamentos são as formas de agir de uma pessoa na sociedade independente da vontade da pessoa, pois, depende dos valores e normas aceites na sociedade.



Lucas Monteiro

sexta-feira, 5 de março de 2021

Dimensões da Globalização


Para iniciarmos este tema temos de, primeiro, entender o que é a Globalização. A Globalização é o termo utilizada para descrever as crescentes trocas entre governos, entre empresas e entre pessoas de todo o mundo, podendo ser no setor económico, social, cultural, político, religioso, entre outros. Esta interação tem causado uma dependência, em grande parte económica devido ao número de acordos assinados, que contêm trocas de servicos, tecnologia, investimentos, informação, cultura, etc.

Com este conhecimento, falaremos aprofundadamente sobre as dimensões, ou setores, da globalização. 

O setor económico foi muito afetado com a globalização. As economias, hoje em dia, estão interligadas, ou seja, se um país entrar em crise, outros países ressentem essa crise, quer beneficiem, com empréstimos com grandes taxas de juros ou até exploração, quer sofram, porque estavam dependentes de ajudas. Esta interligação de economias está ligada ao crescente número de investimentos, a fluxos de migração, revolução das tecnologias...

A religião contribuiu para o aumento dos fluxos de migração, ainda que apenas temporários. Muitas pessoas deslocam-se a outros distritos ou países para visitar monumentos, como igrejas, capelas, mesquitas, entre muitos outros. Um exemplo prático disso são os peregrinos que vão até S. Tiago de Compostela, ou turistas que vão visitar Fátima. As tecnologias contribuíram para a expansão de algumas religiões e para a perda de influência de outras. 


A sociedade e a cultura sofreram grandes alterações com a globalização, devido, ao desenvolvimento dos meios de comunicação e ao crescimento de investimentos internacionais. Criou-se um nova classe capitalista, a qual não sofre controlo por parte das organizações nacionais. Esta classe é composta por gestores, administradores e acionistas. 

Verificou-se a existência de uma cultura nova, universal. Isto é o resultado do contacto entre as diversas culturas já existentes, e do aumento da acessibilidade de informação e de educação, que levou a uma maior empatia entre culturas e pessoas.


Tomás Diniz

quinta-feira, 4 de março de 2021

Mudança Social

 Mudança Social

 

 

A mudança social é um dos principais temas de que se ocupa a Sociologia, e vários sociólogos apresentaram diferentes pontos de vista no que respeita a essa dinâmica. 

 

Este fenómeno é toda a transformação observável no tempo que afeta, de modo provisório ou efémero, a estrutura ou o funcionamento da organização social de uma dada coletividade e modifica o curso da sua história.

 


 Características.


A mudança social é um fenómeno coletivo, que afeta e opera num conjunto substancial de indivíduos que verão alterados o seu modo e condições de vida. Corresponde a uma mudança estrutural e não a uma adaptação funcional das estruturas existentes, ou seja, torna-se possível observar alterações profundas na forma de organização social passíveis de comparação com as formas anteriores. É também identificável no tempo, o que nos permite detectar e descrever as alterações estruturais a partir de um ponto de referência. 

 Vale a pena salientar que qualquer evento passageiro, independentemente da sua força de pressão e de desorganização social, não conduz à mudança social, pois os seus efeitos desaparecem progressivamente com a adaptação funcional do sistema cultural existente.




 Efeito/Resultância 

Como qualquer mudança, há uma série de consequências benéficas e outras menos benéficas para a sociedade. A mudança, muitas vezes, tida como um sinónimo de progresso pode também significar perda de valores.

Aculturação é uma das principais consequências da mudança social. É o processo de mutação cultural, concretizado pela aquisição de elementos materiais e espirituais de uma cultura por outra, resultante do contacto entre os povos. O processo de aculturação nem sempre se faz de forma pacífica, pois do contacto entre os povos nem sempre resultou o estabelecimento de relações amigáveis.

Aculturação por assimilação verifica-se entre os povos que estão em contacto permanente, sem que qualquer cultura exerça sobre a outra um processo de dominação. 

Já a Aculturação por destruição resulta do encontro de culturas em consequência de uma conquista militar ou de dominação política.Mesmo neste processo de aculturação acontece mistura cultural, isto é, a própria cultura dominante irá assimilar, ainda que mais lentamente, elementos da cultura do povo dominado.

 

Consequências económico-sociais

 

Novas tecnologias são sempre factores de destabilização. Geralmente associadas à criação de mão de obra excedentária, as novas tecnologias são mal recebidas, sobretudo pela população trabalhadora. A adaptação à nova situação, até se atingir o novo ponto de equilíbrio, é sempre dolorosa. Apesar disso, conseguimos encontrar alguns benefícios sociais da modernização, tais como: aumentos de produtividade e de produçãoaumento dos tempos livresrealização profissional e pessoal do indivíduomobilidade socialaumentos de rendimentos, resultantes do acréscimo da produção, etc. 

 

Outras consequências sociais

 

As mudanças ocorridas nas sociedades actuais, dado o acesso democratizado aos mass media, tendem a produzir comportamentos padronizados veiculados pelos modelos transmitidos a que todos têm acesso. Há, todavia, quem argumente que os mass media, pela diversidade que apresentam, permitem, pelo contrário, a desmassificação cultural.

 

 

 

 

 




 Tiago Abreu n°19   12°D

 

 

 

Interação social




 

A interação social é algo que nos indica as relações sociais desenvolvidas pelos indivíduos e grupos sociais. A interação social o processo através do qual as pessoas se relacionam umas com as outras, num contexto social. É uma condição muito importante para o desenvolvimento e constituição das sociedades. É a partir da interação social que os seres humanos desenvolvem a comunicação e estabelecem contato social, criam redes de relações, nas quais resultam em determinados comportamentos sociais.

Existem 2 tipos de interação social:

Interação Social Recíproca: quando há interação pessoas ou grupos. Nesse caso, ambos se influenciam e determinam os comportamentos sociais, tal qual numa conversa com os amigos.

 

Interação Social Não-Recíproca: neste tipo de interação, quando não ocorre a interação social de ambas as partes, por exemplo, quando estamos a ver televisão.

 

A interação social é um tema bastante discutido na atualidade nas áreas de sociologia, antropologia e filosofia, já que a sociedade é dominada pelos meios de comunicação e as novas tecnologias; segundo isto a interação social ganha uma nova aparência, com que faz que também seja desenvolvida através da internet, de forma virtual.

A internet das novas formas de interação, mas também trás problemas de ordem social, por exemplo o isolamento e exclusão social, ou o cyberbullying.

 

Também podem ocorrer quando dois indivíduos estruturam o seu comportamento em função disso, o conhecimento que ambos observam um do outro iram leva-los a dois tipos de interações:

Situação não-formal: quando os indivíduos não se conhecem e interagem pela primeira vez

Situação formal: ambas as partes estruturam a sua ação de acordo com um conjunto de pressões a que ambos obedecem.

Filipe Ribeiro

quarta-feira, 3 de março de 2021

Controlo social





    

    "A ordem e controlo social são considerados quadros de referência (normas e leis a ser respeitadas) de uma sociedade e engloba desde os valores e comportamentos até as regras esperadas de uma sociedade." 
   
    Os mecanismos de controlo social são necessários para assegurar que os comportamentos individuais se mantenham dentro dos limites tolerados pela ordem social. Os mecanismos de controlo social são o processo de socialização e sanções (recompensa e privilégio após uma ação considerada boa, punição e castigo após uma ação considerada má). Estes últimos podem sofrer castigos de escala variada que poderá ir desde um simples concelho até a algo como pena de morte.

    Existem certos comportamentos considerados "desviantes", que são comportamentos que não seguem as normas estabelecidas e socialmente aceites. Apesar disso, ações como roubar algo pequeno de uma loja, fazer download de um filme pirateado da Internet, não pagar bilhete em transportes públicos não são considerados "comportamentos desviantes" pois são consideravelmente comuns (maior parte da população já fez um deles pelo menos uma vez).

    Comportamentos não conformistas vêm de membros ativos que têm como intenção a transformação da sociedade e trazer mais atenção a áreas pouco convencionais (ex: política, arte, lazer, etc), para nos tornarmos mais ricos em cultura e não vivermos uma vida estagnada por leis e normas que somos obrigados a seguir constantemente.

    Por fim temos ainda os comportamentos considerados normais ou conformistas que são os comportamentos que agem conformidade com as normas, regras, valores e padrões sociais impostas pela sociedade, que é o que é esperado de nós, como membros da sociedade.

    Ao longo dos anos, desde o começo da vida humana em comunidade as regras sociais têm variando à medida que vamos avançando, fazendo com que sociedades atuais sejam muito mais evoluídas do que sociedades do milénio passado, e cabe-nos a nós como uma comunidade continuar a trabalhar para atingirmos cada vez mais novos picos.

Luís Vinagre

    




Espaços de interação social

                       

No nosso dia a dia, interagimos com várias pessoas em diferentes locais, podendo ser estes os que frequentamos habitualmente como a escola, a casa e o emprego ou os ocasionais tais como durante um percurso para, por exemplo o cinema, um espetáculo ou uma simples saída para a rua. Este procedimento de convivência das pessoas, umas com as outras, intitula-se por interação social. Apesar do relacionamento com diversos indivíduos, só com parte deles é que mantemos uma relação constante, como a relação que o estudante estabelece com os seus colegas de turma, com a sua família, e amigos. Este pequeno grupo com quem interagimos de forma duradoura, contínua e direta denomina-se por grupo social. 

As interações podem acontecer em espaços distintos e em circunstâncias de caráter formal, como é o caso de uma entrevista de emprego, ou de caráter informal como nos transportes públicos, ou em concertos. 

Existem três entidades importantes no estudo da interação social, usando o modelo dramatúrgico: os dois atores (ou personagens) e a audiência ou público. A projeção de uma certa impressão e a interpretação dessa mesma estabelecem dois momentos fundamentais no processo de interação. Mesmo em situação de silêncio, o ator não deixa de transmitir uma impressão. Erving Goffman, sociólogo, disse: “Os atores podem deixar de se expressar, mas não podem impedir-se de exprimir alguma coisa”. Existe então uma ênfase nos processos de comunicação e na mediação exercida pela linguagem.

Quando os jovens se olham, temos uma interação focada, embora sem diálogo. Mas sabemos como o corpo se expressa, isto é, falam as posturas, falam os gestos, falam os silêncios. Nestas situações de comunicação não verbal, a impressão obtém um significado acrescido, o que a remete para o seu carácter eminentemente simbólico. 

A interação é não focada no caso da fila numa paragem de autocarro ou do constrangimento numa situação de elevador. Aparentemente não há comunicação e Goffman fala de uma “desatenção civil” que permite constantemente às pessoas prosseguirem as suas rotinas sem se preocuparem com aquilo que podem causar ou receber dos outros. A conversa é o tipo de interação focada mais frequente, onde os agentes sociais comunicam falando entre si. Nessas situações, apelidadas por Goffman de “encontros”, é fulcral o contexto ou cenário de interação. É completamente diferente duas pessoas conversarem entre si num parque ou numa aula, perante o controlo e olhar do professor.

Goffman considera as fachadas ou “regiões da frente” - visíveis, sujeitas ao controlo social, com regras de “educação” e modelos de apresentação e de comportamento mais ou menos rígidos. Os bastidores ou “regiões de trás” - são onde os comportamentos são mais descontraídos, o controlo social é muito menos apertado e certas ações, com possibilidade de sanção nas fachadas, podem surgir por serem muito mais “invisíveis”. Tomando como exemplo a nossa escola, potenciais regiões de fachada são a sala de aula, a biblioteca etc... Já como bastidores, temos por exemplo a sala dos alunos, lá fora (à frente da escola), atrás do pavilhão desportivo, nos corredores dos blocos e no bar da escola. 


Francisca Coelho, 12ºD.

Mecanismos de Socialização

 No recorrer do processo de socialização, utilizam-se vários mecanismos, que são também objeto de estudo por parte de outras ciências sociais, como a Psicologia.

A perspetiva sociológica remete para os principais mecanismos de socialização que são os seguintes:

  • Imitação
  • Aprendizagem
  • Identificação

Imitação  

A imitação é um mecanismo recorrente na infância, onde as crianças tendem a imitar os outros, que para si são modelos sociais, ou seja, é um processo de reprodução de comportamentos e atitudes observados.

Todos observarmos os bebés imitarem gestos, sem lhes saber atribuir um verdadeiro significado.Isso, também pode acontecer por vezes, aos adultos, ao enfrentarem situações para si completamente novas, imitam os comportamentos que reparam nos outros, um exemplo de Imitaçao é, escovar os dentes.

Aprendizagem

O processo de Aprendizagem revela, que os indivíduos adquirem reflexos, hábitos e atitudes e interiorizam conhecimentos, e regras sociais, aos quais vão atribuindo significado através do processo de Aprendizagem, por exemplo aprendemos a comunicar, as regras do convívio social, entre outros. Este mecanismo aprende-se com erros e tentativas.

Identificação 

O processo de Identificação visa a integração social dos indivíduos, exige que estes se identifiquem com os grupos/sociedade em que se inserem. A titulo de exemplo, os indivíduos desde crianças vão-se identificando com diferentes modelos de comportamento: inicialmente, os dos pais, posteriormente, os dos amigos do grupo, os dos colegas de trabalho .Neste sentido, o processo de socialização viabiliza que os indivíduos deem significado à vida social, à medida que vão construindo a sua própria identidade.Este processo de Identificação é complexo, dado que os indivíduos pertencem a vários grupos(familia, escola, etc) e aspiram ainda a pertencer a outros.

Os Mecanismos de Socialização proporcionam os agentes de socialização e ajudam a desenvolver todas as novas capacidades, ao longo da vida, promovendo a integração social e adaptação do individuo à sociedade.

André Ferreira Nº2 12ºD



Normas

 Os valores englobam as ideias que definem o que é bom ou mau, belo ou feio, etc., comuns a um determinado grupo ou sociedade e consubstanciando-se em normas, ou seja, num conjunto de regras de conduta.
É através do processo de socialização que as normas são interiorizadas e aceites pelos indivíduos, na medida em que o seu incumprimento pode originar uma reprovação social. Por exemplo, falar com a boca cheia ou sorver a sopa são condutas que violam normas socialmente aceites, sendo, portanto, reprováveis.
As normas corporizam os valores, daí que também não apresentem um carácter universal, variando, por isso, no tempo e no espaço.
Os valores e as normas existentes numa determinada sociedade dão sentido e orientam os indivíduos na sua interação com o mundo social, determinando, desta forma, os seus comportamentos.
Os comportamentos são, assim, maneiras de agir dos indivíduos em sociedade independente da vontade individual, pois baseiam-se nos valores e nas normas inicialmente aceites.
Os valores, as normas e os comportamentos constituem um quadro de referência de uma sociedade, garantindo-lhe uma certa estabilidade, ordem social. A ordem social pode ser experienciada nas rotinas do quotidiano. Por exemplo, os indivíduos todos os dias úteis vão para a escola ou para o trabalho, cumprindo horários independentes da sua vontade, da mesma forma que, com algumas diferenças, já o fizeram os seus pais e os seus avós e irão fazer os seus filhos.
A manutenção da ordem social, isto é, destas formas estáveis de interação social, implica que os valores, as normas e os comportamentos sejam interiorizados e aceites pelos indivíduos. Neste sentido, para evitar a violação das normas sociais, a sociedade exerce um controle social sobre os seus membros, recorrendo a mecanismos próprios.
Contudo, existem sempre casos de violação da ordem social, pois em qualquer sociedade existem comportamentos que se afastam das normas estabelecidas, ou seja, que não estão em conformidade com as normas socialmente aceites- comportamentos desviantes. Nesta perspetiva, existem comportamentos desviantes positivos, como por exemplo  o movimento pelo sufrágio feminino é um movimento social, político e econômico de reforma, com o objetivo de estender o sufrágio  (o direito de votar) às mulheres. Participaram do sufrágio feminino, mulheres e homens, denominados sufragistas. Como comportamento desviante negativo temos por exemplo Rui Roque, que tentou sugerir que "todas as mulheres que abortem no Serviço Público de Saúde, por razões que não sejam de perigo imediato para a sua saúde, cujo bebé não apresente malformações ou tenham sido vítimas de violação, devem ser retirados os ovários”, visto que em Portugal, o aborto voluntário (ou interrupção voluntária de gravidez) foi legalizado em 2007 e é permitido até a décima semana de gravidez se assim quiser a mulher independentemente dos motivos.
Todas as pessoas, pelo menos uma vez, já transgrediram as regras de comportamento estabelecidas, quando por exemplo, «levaram» um pequeno objeto de uma loja sem pagar, excederam os limites de velocidade obrigatórios, «piratearam» um filme da internet ou não pagaram um bilhete nos transportes públicos. Mas estas ações pontuais não os rotulam como indivíduos com comportamentos desviantes.
Por outro lado, comportamentos desviantes e crime, não são sinónimos, pois seu conceito de desvio é mais amplo que o do crime, já que esse último se refere apenas a comportamentos desviantes que violam as normas jurídicas (leis) estabelecidas.
A sociologia, quando estuda o desvio, abrange os comportamentos desviantes que transgridem a lei (crime e outras formas de delinquência) e os que não violam (os comportamentos de grupos associadas às culturas juvenis).
Alguns comportamentos que se desviam das normas apresentam alternativas e desenvolvem ideias novas em várias áreas (política, arte, modos de vida, etc.), podendo contribuir para transformar a sociedade. Estes comportamentos costumam designar-se por comportamentos não conformistas






Marcela Coelho 




Grupos sociais

 

Grupos sociais

Os indivíduos estão constantemente a agir e a interagir com aqueles que os rodeiam, mas apenas com alguns deles interagem de uma forma continuada. Uma forma de estabelecer relações de forma sistemática é com os seus familiares, amigos, etc.
Deste modo, os grupos sociais não são simples conjuntos de indivíduos que se encontram por acaso, por exemplo, num espetáculo ou nos transportes públicos. De uma certa forma os grupos sociais pressupõem que os seus membros estabeleçam, entre si, situações de interação de uma forma continuada.
Também temos grupos de pertença, que são um grupo de indivíduos que “aspiram” (tentam) pertencer a outros grupos dos quais não são membros nem participantes. Também os indivíduos podem ser influenciados pelas características de grupos a que não pertencem, nomeadamente porque consideram que estes defendem valores que gostariam de partilhar ou porque associam os seus membros a uma posição social superior á sua. Este grupo designa-se por grupo de referência.

Também existe uma divisão de grupos.
Os grupos se dividem em: 

  • Primários: Formado por grupos pequenos, os grupos primários se estabelecem por meio de relações mais íntimas e duradouras.
  • Secundários: Possuem grandes dimensões e são mais organizados, os quais envolvem relacionamentos de menor contato, mais formais e institucionais.
  • Intermediários: Nesse tipo de configuração há existência de contatos maiores e menores que incluem os grupos primários e secundários.
Atualmente, os meios de comunicação social desempenham um papel muito importante no processo de identificação com grupos de referência. Os meios de comunicação, em especial a televisão, divulgam símbolos associados a esses  grupos.




Hugo Cabreira


Conceito de Grupo Social

Um grupo social consiste em duas ou mais pessoas que interagem regularmente com base em expectativas mútuas e que compartilham uma identidade comum. É fácil ver a partir desta definição que todos nós pertencemos a muitos tipos de grupos sociais: nossas famílias, nossos diferentes grupos de amigos, as aulas de sociologia e outros cursos que frequentamos, nossos locais de trabalho, os clubes e organizações aos quais pertencemos, e ainda várias outras coisas. Exceto em casos raros, é difícil imaginar qualquer um de nós vivendo totalmente sozinho. Mesmo as pessoas que moram sozinhas ainda interagem com membros da família, colegas de trabalho e amigos e, nessa medida, ainda têm várias associações de grupo. 






Por conta da interação social, os grupos precisam ter uma certa forma de organização quando realizam ações de interesse comum. Indivíduos numa fila para entrar numa loja, por exemplo, não integram um grupo social porque não existe nenhum tipo de relação entre elas. Os grupos vão partilhar hábitos, valores, costumes e objetivos, se diferenciando, principalmente, quanto ao grau de contato entre seus elementos.




Gabriela Trigo, n°8

Mecanismos de controlo social

 controlo social consiste nos meios e processos pelos quais um grupo ou uma sociedade obtêm conformidade dos seus membros às suas expectativas. Desta forma, as pessoas são levadas a cumprir os seus papéis do modo esperado.

Para evitar os comportamentos desviantes, a sociedade dispõe de um conjunto de mecanismos de controlo social. Destes mecanismos fazem parte o processo de socialização onde se dá a aprendizagem e interiorização das normas e dos padrões de comportamentos socialmente desejáveis; e as sanções que visam assegurar a conformidade dos comportamentos às normas, podendo tratar-se de recompensas ou punições consoante os comportamentos sociais dos indivíduos.

A manutenção da ordem social implica que os indivíduos interiorizem e aceitem os valores, as normas e os comportamentos do grupo ou da sociedade em que estão inseridos. Neste sentido, o processo de socialização pode ser considerado um mecanismo de controlo social, pois contribui, não só para essa aprendizagem, como para que os indivíduos aceitem os padrões de comportamento socialmente aceites.

Mas, para além do processo de socialização, a manutenção da ordem social pode implicar o recurso a sanções. Assim, podem aplicar-se punições - sanções negativas, quando os indivíduos se afastam dos comportamentos esperados, ou recompensas - sanções positivas, quando se comportam em conformidade com as normas estabelecidas.

Para concluir, as sanções poderão ser ainda formais como por exemplo, um sistema de punição dos tribunais onde existem regras que os cidadãos têm de seguir, ou informais com por exemplo, uma brincadeira de colegas de escola. 


Posto isto, os mecanismos de controlo social servem para obtermos uma sociedade sem qualquer tipo de comportamento que seja considerado desviante, havendo em múltiplos casos uma sanção para esses indivíduos que tendem a desobedecer a normas e regras estabelecidas pela nossa sociedade. Desde o passado podemos identificar na História mecanismos de controlo social. Na Idade Média, temos o exemplo da inquisição. Em Esparta, o controlo do desenvolvimento das crianças também é considerado um meio de controlo social. Formas modernas de controle social acontecem com grande intensidade através da mídia e da polícia. 





Mesmo assim, em todas as sociedades há desvios de conduta, que vão desde maneiras diferentes de se vestir e falar, até o modo de pensar de alguns indivíduos. Para Freud, o controlo social pode gerar sentimentos contrários à civilização, muitas vezes hostis e agressivos.


Existem, de acordo com o sociólogo Robert Merton, cinco tipos de adaptação ao controlo social pela sociedade:

  • Conformidade: Onde há aceitação das metas culturais e meios institucionais. Ocorre em sociedades com certo grau de estabilidade. Exemplo: trabalhador que busca "subir na vida".
  • Inovação: Quando há aceitação das metas culturais, mas não dos meios institucionais para alcança-las. Na sociedade capitalista é representada pelo indivíduo que quer riqueza e poder, mas não segue a legalidade para atingi-los.
  • Ritualismo: Quando há aceitação de uma posição intermediária na estrutura social, quando houve abandono das metas culturais de sucesso, busca-se apenas segurança. Quando o indivíduo, após conquistar certa segurança, foge dos perigos impostos pela sociedade na busca de metas culturais e agarra-se à rotina.
  • Retreinamento: Quando há rejeição das metas culturais e dos meios institucionais para alcança-las. É representada por indivíduos que questionam as metas culturais, como por exemplo artistas, indivíduos marginalizados, errantes, mendigos e viciados em drogas.
  • Rebelião: Extrema e máxima rejeição das metas culturais e dos mecanismos. Resulta em uma rebelião, ou seja, na resistência, normalmente violenta, contra os agentes da autoridade ou contra a ordem. 



Maria Inês



Integração Social

 Integração social

Ás vezes, a integração social é entendida como uma forma de criar oportunidades e diretos iguais para todos os elementos de uma sociedade, mas, a integração social não significa que as pessoas tenham de se tornar todas exatamente iguais umas ás outras, mas sim que convivam sem problemas com as diferenças de cada um. A integração social é a liberdade de cada um ser o que quiser. A importância da integração social é aumentar a solidariedade entre as pessoas. A integração social é uma forma de erradicar as desigualdades das classes privilegiadas para com classes ou indivíduos mais favorecidos. Isto será possível quando todas as pessoas tiverem acesso às mesmas oportunidades e os mesmos direitos. A criação de apoios sociais e proteção social para diminuir a diferença de oportunidades entre os privilegiados e os mais favorecidos e garantir a proteção de todas as pessoas, está incluída na chamada política de integração social. Podemos ter políticas de integração social orientadas a nível cultural, como respeito por diferentes religiões. As políticas sociais focam-se na comunicação entre grupos distintos, construção de comunidades e reconhecer e aprender a valorizar a diferença.


Bruna  Costa 


terça-feira, 2 de março de 2021

Agentes de socialização

 Agentes de socialização 

• Agentes de socialização ‐ grupos sociais, instituições e indivíduos que proporcionam as situações estruturadas em que a socialização ocorre.

– Família, vizinhança, escola, pares, religião, local de trabalho, pares, mass media...


Agentes de socialização- Família:

• A família é o agente de socialização mais significativo em todas as sociedades e o que tem provavelmente a influência mais duradoura no indivíduo.

• É na família que os primeiros laços sociais e emocionais são criados, onde a linguagem é aprendida e onde cedo começamos a internalizar as normas e os valores da nossa sociedade.

• Na familia recebemos as bases da nossa personalidade, ideias acerca de quem somos e do que queremos da vida. É aqui que nos começamos a pensar como fortes ou fracos, inteligentes ou estúpidos, bonitos ou feios e a definirmo‐nos como masculinos ou femininos.

• A localização das famílias, quer geográfica, quer social – a sua base étnica, de classe, religiosa, educacional e política – afetam os seus membros


Agentes de socialização- Escola:

• A Escola ajuda as crianças a tornarem‐se menos dependentes da família, proporcionando uma ponte para outros grupos sociais.

• A socialização que os alunos recebem dos professores, outros elementos da Escola e outros estudantes ocorre em simultâneo com o que eles aprendem em família e sobrepõe‐se –lhe.

• Currículo escondido – valores ou comportamentos que os estudantes aprendem indiretamente à margem das atividades escolares em consequência da estrutura do sistema educativo e dos métodos de ensino.

– Pontualidade, asseio, disciplina, aplicação, competição e obediência...

Agentes de socialização- Os pares:

• Grupos de pares são grupos de pessoas que têm quase a mesma idade e características sociais semelhantes.

– Os pares podem ser amigos da escola ou do bairro, membros de uma equipa desportiva, ou colegas de quarto numa residência...

• Com a idade, os pares tornam‐se mais importantes que os pais, como agentes de socialização.

• Embora seja a família que tem a influência mais duradoura sobre o indivíduo, são os pares que têm o efeito mais intenso e imediato uns sobre os outros.

– A participação num grupo de pares proporciona aos jovens uma forma de exercitar a independência.

• A necessidade de enquadramento num grupo de amigos pode ser dolorosa para alguns jovens. Muitos estarão dispostos a tudo para serem aceites pelo grupo, podendo mesmo trair os seus valores.

• A pressão dos colegas pode desencadear a participação dos adolescentes em comportamentos de risco, como condução perigosa, sexo inseguro, drogas e álcool.

• Os grupos de pares, podendo proporcionar vínculos sociais agradáveis e fundamentais, podem também ser causadores de auto dúvida dolorosa, ridículo ou rejeição para muitos jovens.


Agentes de socialização: os mass media:

• Meios de comunicação de massa: jornais e revistas; rádio e televisão; cinema; internet (redes sociais).

• Atinge um público numeroso. 

• Não fornecem apenas informação, veiculam valores, oferecem modelos de papéis e expõem estilos de vida, influenciam atitudes e opiniões.

• Através da publicidade, exaltam o valor social de certas qualidades: beleza; juventude; êxito; riqueza...





Bernardo Coelho N3 12.ºD.

Violência Intrafamiliar

  Violência Intrafamiliar É considerado como uma forma de violência intrafamiliar qualquer ação que afete negativamente o bem-estar, a integ...