quinta-feira, 17 de junho de 2021

Pobreza e exclusão social


A pobreza tanto existe em sociedades não desenvolvidas, como nas desenvolvidas. Algumas das principais causas de pobreza são, o desemprego, a falta de trabalho, o envelhecimento da população.
Pobreza pode ser dividida em dois conceitos:

  • Pobreza absoluta;
  • Pobreza relativa

A pobreza absoluta parte do princípio de que todas as pessoas têm acesso a recursos mínimos que satisfazem as necessidades básicas, e que garantem a sobrevivência.
Dito isto, é pobreza absoluta quando essas necessidades não são satisfeitas. 
Um exemplo de pobreza absoluta são os indivíduos sem-abrigo, e/ou que não têm dinheiro para roupa ou comida
Porém, este conceito assume a existência de um padrão mundial de necessidades básicas. Este padrão é muito difícil de ser encontrado, pois existem bens, em Portugal, considerados essenciais e quase banais que em países sub-desenvolvidos são escassos. Saneamento e energia elétrica, em Portugal, são bens comuns a quase toda a população, porém, em países Africanos ou Sul Americanos são considerados bens de luxo. 
Para ultrapassar este problema, pode-se utilizar outro conceito de pobreza, a pobreza relativa.

A pobreza relativa toma em consideração o contexto social do indivíduo. Isto é, para avaliar a pobreza, toma-se em conta o estilo de vida da maioria da população onde se verifica o problema. 
Consideram-se pobres todos aqueles cuja escassez de recursos os impede de satisfazer as necessidades básicas da sociedade onde se encontram.
Um dos critérios mais utilizados para medir a pobreza relativa é definir um limiar de rendimento. Em Portugal e nos países da UE é considerado pobre aquele cujos rendimentos são inferiores a 60% da mediana do rendimento disponível no país. 

                                                                                                                            https://news.un.org/pt/story/2020/10/1730152

Modos de vida e Cultura 

As pessoas que vivem em situações de pobreza partilham condições de vida parecidas, o que muitas vezes as leva a modos de vida próprios, adaptados. 
Estas condições, ou falta delas, dão origem à criação de novas culturas, com os seus valores, crenças, atitudes e estilos de vida. 
Estas novas culturas são geralmente chamadas de culturas da pobreza. 
Dois exemplos são as favelas e as comunidades afro-americanas, os guetos. 

https://www.theguardian.com/film/2016/oct/27/boyz-n-the-hood-
review-blistering-humanitarian-classic-john-singleton
https://rioonwatch.org.br/?p=38277

Pobreza e exclusão social

A exclusão social é fruto de diversas privações, a indivíduos ou grupos, de usufruírem da cidadania e dos direitos oferecidos pela mesma. Esses direitos são resumidos à participação na vida em sociedade. 
Porém, exclusão social não implica a existência de pobreza, sendo que, pobreza implica sempre exclusão social.
Poderá existir exclusão, devido à falta de recursos, mas poderá também ocorrer apenas exclusão social, onde o indivíduo é expulso e privado da sociedade. 
O maior exemplo de exclusão social são os sem-abrigo, que foram abandonados e rejeitados pela sociedade. Não tem casa, trabalho, quase que não têm direitos. 



Grupos sociais mais vulneráveis à pobreza em Portugal

Em Portugal, os grupos sociais mais vulneráveis à pobreza são constituídos por pessoas:

  • Com baixos níveis de instrução e qualificação;
  • Em situações de desemprego e não inserção nos sistemas de proteção social;
  • Idosos com reformas baixas;
  • Pertença a grupos desfavorecidos;
  • Toxicodependentes, crianças e jovens em risco. 

Para combater a pobreza, o Estado tem de atuar, fornecendo não só subsídios, como promovendo a igualdade de oportunidades a toda a população. Contudo, apesar de já serem uma grande ajuda, as medidas implementadas revelam-se ainda insuficientes para eliminar ou reduzir substancialmente a pobreza em Portugal. 

Tomás Diniz

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