sexta-feira, 18 de junho de 2021

Violência Intrafamiliar

 



Violência Intrafamiliar

É considerado como uma forma de violência intrafamiliar qualquer ação que afete negativamente o bem-estar, a integridade física/psicológica de uma parte da família.

Mais conhecida como violência doméstica, é representada pelas ações de um certo indivíduo/os que fazem parte do grupo família (parente, filhos, tios, irmãos, etc) que procura causar danos físicos e emocionais a outro membro desse grupo.

Existem várias formas de violência doméstica: física, psicológica e sexual.

VIOLÊNCIA FÍSICA

Ocorre quando o abusador causa ou tenta causar danos por meio de força física, com ou sem armas. Essa violência pode causar várias consequências físicas (hematomas) ou psicológicas (traumas). Dependendo da gravidade, os danos podem ser temporários, permanentes ou até mesmo mortais.

O facto de tradicionalmente uma certa violência no interior da família ter sido socialmente aceite, como o pai ou a mãe dar uma bofetada nos filhos e mesmo isso acontecer entre cônjuges, fez com que durante muito tempo estas situações fossem consideradas normais por parte de agressores e vítimas. Os ditados populares ”entre marido e mulher ninguém mete a colher” ou “quanto mais me bates, mais gosto de ti” espelham a aceitação cultural desta forma de violência. Culturalmente, também os crimes passionais eram olhados com compreensão, sobretudo se fossem praticados por homens para defesa da sua honra. Em Portugal, só na década de 70 e em virtude da ação dos grupos feministas, a violência doméstica começou a ser denunciada e encarada como um problema. Hoje, estes fenómenos são considerados crimes, no plano jurídico e social, daí que as situações sejam mais noticiadas e sobretudo mais participadas à polícia

Exemplos podem ser oferecer porrada após uma má nota, durante uma discussão e como forma de castigo.

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Algumas pessoas utilizam o termo "violência doméstica" para abranger a violência psicológica e mental, que pode consistir em agressões verbais repetidas, perseguição, clausura e privação de recursos físicos, financeiros e pessoais. A violência é parte integrante da dinâmica de muitas famílias, tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos e surge em qualquer classe social. É toda ação que procura causar dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. Coisas como ameaças, humilhações, agressões, chantagem, discriminação, exploração, não deixar a pessoa sair de casa, impedir que a pessoa utilizar seu próprio dinheiro, etc são exemplos de violência psicológica.

NEGLIGÊNCIA

É a ausência de responsabilidade de um ou mais membros da família em relação a outro, sobretudo com aqueles que precisam de ajuda por questões de idade (bebés abandonados em carros) ou alguma condição específica, permanente ou temporária (abandono de um parente por causa de distúrbios mentais). É sinónimo de abandono, falta de cuidado e de atenção, desinteresse, etc.

Como identificar violência

Manchas no corpo (queimadura, mordida, corda, sangue, hematoma); Ausência ou atraso na escola, dificuldade de concentração; Problemas no sono (ausência/sonolência); Problemas alimentares (comer demais ou de menos); Várias mudanças de comportamento extremas como agressão ou timidez extrema; Medo e receio de ficar na companhia de determinada pessoa.

Violência doméstica em Portuga

Em Portugal, só na década de 70 e em virtude da ação dos grupos feministas, a violência doméstica começou a ser denunciada e encarada como um problema. Segundo dados estatísticos e na maioria dos casos reportados, existia uma relação próxima da vítima com o agressor, sendo a violência exercida sobretudo no seio da família e tendo como vítimas mulheres e/ou filhas (em 82% dos casos as vítimas são do sexo feminino, segundo o relatório de 2013 da APAV).

São do conhecimento geral diversas situações em que as relações familiares assumem por vezes aspectos cruéis, nomeadamente na sociedade portuguesa, em que a violência sobre as mulheres e as crianças tem sido mais frequentemente noticiada. Se por um lado a vida familiar pode ser calorosa e harmónica, as situações de violência provocadas por tensões e desespero são cada vez mais conhecidas. Este do oculto da vida familiar contrasta com certas imagens que nos são transmitidas pelos meios de comunicação social, por exemplo através da publicidade, em que a família aparece como um lugar de plena felicidade.

CONCLUSÃO

Pelo facto de, atualmente, serem conhecidas mais situações de violência física, psicológica e de abuso sexual, que se desenvolvem no quadro das relações familiares portuguesas, isso não significa necessariamente que a violência intrafamiliar tenha aumentado, mas que cada vez mais se consideram estas situações como indignas e intoleráveis.


Luís Vinagre, n12





quinta-feira, 17 de junho de 2021

Género e identidades sociais.

As diferenças de comportamento entre homens e mulheres são explicadas usualmente através das diferenças naturais e biológicas, porém não é a forma correta de abordar a questão. Com o conhecimento e estudo de diferentes culturas foi possível compreender que os comportamentos dos indivíduos, homens e mulheres, são influenciados socialmente. De forma a clarificar as influências dos aspetos naturais e sociais nas diferenças entre homens e mulheres, os sociólogos distinguem sexo de género. Sexo distingue homens e mulheres, é uma distinção geneticamente determinada e universal, já género é o termo utilizado para designar as características psicológicas, sociais e culturais associadas aos indivíduos do sexo masculino e do sexo feminino. Assim sendo, o facto de um indivíduo nascer, biologicamente, homem ou mulher não lhe impõe os papéis que, numa determinada sociedade, estão atribuídos aos homens e às mulheres. Desde que nascemos vamos aprendendo, sem darmos por isso, a ser mulheres ou homens- vamos construindo a nossa feminilidade ou masculinidade. Quer dizer que cada sociedade constrói os seus próprios conceitos de masculino e feminino, isto é, das características consideradas masculinas e femininas, e os indivíduos interiorizam essas características através do processo de socialização- Socialização de género.

A orientação sexual refere-se ao que cada pessoa pensa e sente sobre si própria, sobre a sua afetividade e sexualidade e por quem se sente atraído afetiva e sexualmente. Uma pessoa é considerada heterossexual se se sente atraída por pessoas do género oposto, homossexual se se sente atraída por pessoas do mesmo género e  bissexual se se sente atraída por pessoas de ambos os géneros. Existem ainda outras formas de orientação sexual como a pansexualidade, a assexualidade e a demissexualidade. A discriminação de orientação sexual é a discriminação contra uma pessoa ou grupo com base na sua orientação sexual. É uma predisposição tendenciosa contra lésbicas, gays, e bissexuais, entre outros. Socialmente, a discriminação de orientação sexual é uma realidade em Portugal, embora tenha sido o oitavo país do mundo a realizar casamentos civis homossexuais. Apesar de este ter sido um progresso importante na luta pelos direitos LGBTQI+ a violência contra a comunidade é frequente.

Ao longo da vida, são esperados dos indivíduos determinados comportamentos, atitudes, formas de pensar e de sentir adaptados às mais variadas situações e contextos sociais. Aspetos como os papéis nos rituais de acasalamento, as funções exercidas na família, os desempenhos profissionais, as interações com as pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto, as manifestações de emoção e de força, a linguagem corporal e os interesses intelectuais e culturais são fortemente condicionados pela identidade de género. A construção da identidade de género depende de numerosos fatores que interagem. A feminilidade e a masculinidade dependem muito da socialização de género. Desde que nascemos que vamos interiorizando na família, na escola, no grupo desportivo, através dos meios de comunicação social de forma inconsciente, os papéis sociais femininos e masculinos. Existem três tipos principais quando se fala em identidade de género. Cisgénero é a pessoa que se identifica com o sexo biológico designado no momento de seu nascimento, transgénero é quem se identifica com um género diferente daquele atribuído no nascimento e não-binário corresponde a identidades de género que não são masculinas ou femininas, estando portanto fora do binário de género e da cisnormatividade. Alguns exemplos de identidade de género não-binárias são: género fluido, andrógino e intersexo. Quanto a transexuais são todos os indivíduos que manifestam características comportamentais de um género diferente do seu sexo biológico. Ou seja, a pessoa pode ter nascido com o órgão sexual masculino, mas não se identifica com o género masculino, identificando-se pelo género oposto. Nem sempre esse comportamento é compreendido pela sociedade que, por falta de conhecimento, reforça atitudes preconceituosas contra os pertencentes desta minoria. Tais práticas precisam de ser combatidas para evitar o sofrimento psicológico resultante da opressão dos transgéneros.

Os papéis de género referem-se a um conjunto de padrões e expectativas de comportamentos que são aprendidos em sociedade correspondentes aos diferentes géneros. São a manifestação social ou a representação social do que é ser de um determinado género, em diferentes culturas ou mesmo dentro de uma mesma cultura. Muito praticado pela sociedade, desde quando nascemos são atribuídos muitos estereótipos, por exemplo, a cor azul é de menino e a cor rosa é de menina. Ou mesmo nos presentes oferecidos às crianças: os meninos usualmente recebem carrinhos e as meninas bonecas. Todos esses padrões foram desenvolvidos pela sociedade, no entanto, devemos ter cuidado ao praticar esses modelos, uma vez que não são fixos e carregam aspetos negativos. Alguns dos estereótipos de género frequentes relacionados com o género feminino são características como sensível ou sentimental e quanto ao género masculino ambicioso e viril. 

A desigualdade de género é um problema de há décadas, porém ainda atual. Desde os primórdios da humanidade, a maioria dos povos caminhou para o desenvolvimento de sociedades patriarcais, em que o homem detinha o poder em todas as fações da vida social. Esse modelo encontra-se desde o âmbito familiar até ao âmbito público o que se reflete em inúmeras áreas com o exemplo: há mais mulheres pobres do que homens pobres, há mais desempregadas do que desempregados, as mulheres passam mais tempo que os homens a fazer trabalhos domésticos, para a mesma função e categoria socioprofissional, os homens ganham tendencialmente mais do que as mulheres apesar dos francos progressos na escolarização feminina e ainda os principais lugares de topo continuam a ser ocupados por homens. As formas de discriminação entre homens e mulheres começaram a ser postas em causa pelos movimentos feministas. Primeiro, as sufragistas, com a luta pelo direito ao voto, depois outros movimentos, lutando pela igualdade de direitos. Desta forma, as mulheres foram mostrando na prática, a sua capacidade para o desempenho dos mais variados papéis. Atualmente, na sociedade ocidental, as mulheres já desempenham papéis anteriormente apenas atribuídos aos homens, no plano dos direitos formais, existe igualdade entre homens e mulheres. Mas existir, no plano formal, igualdade de direitos não significa que não continuem a persistir desigualdades entre homens e mulheres.


Rita Torres, Nº18, 12ºD.


Migrações, Identidades Culturais e Etnicidade


Migrações, identidades Culturais e Etnicidade 

 

 

Hoje é comum dizer-se que vivemos em sociedades complexas. Desde logo, pela sua diversidade cultural, linguística e étnica. Tal fenómeno de intensificação de heterogeneidade não é, no entanto, recente. 

Só nos últimos dois séculos e meio, 350 milhões de pessoas, pelas mais variadas razões, saíram do seu contexto de origem. 

 

Movimentos da população

 

Um dos aspectos significativos da crescente globalização da sociedade prende-se com a circulação de pessoas no mundo. Circula-se entre continentes, países e regiões, devido a motivos profissionais, procura de melhores oportunidades de vida, lazer, etc. 




Fluxos Migratórios

 

Tão antigos como a história da Humanidade, os fenómenos migratórios ocorrem na estreita dependência de factores políticos e socioeconómicos. 

O movimento migratório é um fenómeno multifacetado que pode variar em função do espaço, da forma, da duração e da relação com o país de acolhimento. 

Nas sociedades contemporâneas, a maior parte dos movimentos migratórios tem subjacente motivações económicas. Mas a instabilidade política, as guerras e disputas territoriais por diferentes etnias, assumem, também, um papel de destaque neste movimento. 

 

O fenómeno Migratório na actualidade 

 

A intensificação dos fluxos migratórios está intimamente relacionada com o processo de globalização, nomeadamente com: 

·       a crescente supressão de barreiras comerciais à circulação de bens e mercadorias;

·       O desenvolvimento tecnológico;

·       A revolução nos transportes;

·       Os meios de comunicação de massa;

·       A interdependência económica à escala planetária; 

 

Esta diversidade não é, contudo, isenta de conflitos. Em muitos casos, verificam-se choques de culturas e atitudes de racismo e xenofobia entre cidadãos dos países receptores dos imigrantes. A etnicidade é, pois, um dos fatores constitutivos das sociedades europeias, onde são cada vez mais numerosos os imigrantes de “segunda” e “terceira” gerações, filhos e netos da primeira vaga de imigração. 




 

Emigração e desigualdade social 

 

A emigração e a desigualdade estão ligadas de várias maneiras. A emigração é, em parte, uma reação à desigualdade. Pode contribuir para eliminá-la, se os objetivos dos que emigram forem alcançados, ou piorá-la se não forem atingidos. Expressa e revela, por outro lado, grandes diferenças na forma como diferentes grupos de humanos vivem, material e culturalmente, mas também em termos dos direitos cívicos e políticos de que podem gozar. 

 

 

 

Etnicidade

 

Condição ou sentimento de pertença ou de identificação com um grupo étnico.

Grau que, estabelecido pelos membros de uma coletividade (povoação, sociedade, nação etc.), indica a aceitação aos modelos dessa coletividade.

Fenómeno social e contínuo de transmissão cultural, resultante da exposição, contato e prática com a etnia em que se está imerso.

 

 

O que é uma minoria étnica ? 

 

Não existem minorias étnicas propriamente ditas, elas definem-se estruturalmente. São grupos postos em situação minoritária pelas relações de força e direito, que os submetem a outros grupos no seio de uma sociedade global cujos interesses estão ao cargo de um Estado que opera a discriminação, quer por meio de estatutos jurídicos, quer graças aos princípios de igualdade cívica.  

 

Identidades Culturais 

 

A identidade cultural é um conjunto vivo de relações sociais e patrimónios simbólicos historicamente compartilhados, que estabelece a comunhão de determinados valores entre os membros de uma sociedade.

O exterior exerce um importante papel na formação de nossa identidade, que está presente no nosso imaginário e é transmitida, fundamentalmente, por meio da cultura.

 A identidade é o que nos diferencia dos outros, o que nos caracteriza como pessoa ou como grupo social. Ela é definida pelo conjunto de papéis que desempenhamos e é determinada pelas condições sociais decorrentes da produção da vida material.

Quando nos referimos à identidade cultural, referimo-nos ao sentimento de pertença a uma cultura nacional, ou seja, aquela cultura em que nascemos e que absorvemos ao longo de nossas vidas.




 

 

Tiago Abreu n°19 12°D 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escola: socialização formal e informal.




A escola é um agente de socialização fundamental que, a par da família e dos meios de comunicação, concorre para a integração social dos indivíduos, destacando a sua ação junto dos jovens, através da educação e do ensino de matérias que a sociedade entende como necessárias para uma intervenção responsável na vida social.

A escola exerce então dois tipos de socialização. Uma socialização formal consiste no ensino/aprendizagem de conhecimentos, capacidades e competências relacionadas com conteúdos específicos. Os conhecimentos teóricos necessários para o entendimento das ciências naturais e sociais, conhecimentos práticos ao nível de saber-fazer, proporcionando a formação académica necessária para o exercício de uma futura atividade profissional e uma integração social facilitada. Escolas, universidades e centros de formação profissional são assim considerados agentes de socialização formal que nos permitem ter um certificado e um currículo para ingressarmos no mundo do trabalho.

Esta socialização promovida pela instituição escolar também pode ser efetuada de forma não formal, com uma maior flexibilidade em relação às normas, uma melhor comunicação e recorrendo a processos mais lúdicos. Assim, por exemplo, a aprendizagem de uma língua estrangeira numa sala de aula é completamente diferente da que é feita através de uma visita de estudo ao estrangeiro.

A escola, ao proporcionar o contato entre grupos sociais diferentes (professores, alunos de vários estratos etários, sociais e culturais, outros agentes educativos), permite um tipo de socialização complementar. Aprende-se também a ser colega, amigo, delegado de turma, membro da associação de estudantes, como se relacionar com elementos de estatutos diferentes, e também se aprende a saber resolver problemas práticos como pedir esclarecimentos e informações.

É, pois, informal a aprendizagem das regras de bom comportamento na sala de aula, do reconhecimento da autoridade do professor e da necessidade do cumprimento de horários, por exemplo. Já a transmissão dos conteúdos dos manuais escolares constitui a educação formal.




Marcela Coelho.

Ambiente

 Ambiente 

Os modelos de desenvolvimento industrial sempre promoveram o consumo crescente

de bens e serviços, ignorando as consequências que dai poderiam resultar a nível da

natureza, estando, por isso, na base de agressão á natureza e ao ambiente, cujas

consequências são, em alguns casos, irreparáveis.

Tipos de riscos:

Riscos tecnológicos - Os riscos tecnológicos acontecem em consequência de

circunstâncias muito variadas: acidente de tráfego; acidente no transporte de matérias

perigosas; colapso de estruturas; rutura de barragens; acidente industrial; emergência

radiológica; incêndio em edifícios e habitações.

O desastre de Chernobyl foi um acidente nuclear catastrófico ocorrido entre 25 e 26 de

abril de 1986 no reator nuclear nº 4 da Usina Nuclear de Chernobil, no norte

da Ucrânia Soviética, próximo da fronteira com a Bielorrússia Soviética. O acidente

ocorreu durante um teste de segurança ao início da madrugada que simulava

uma falta de energia da estação, durante a qual os sistemas de segurança de

emergência e de regulagem de energia foram intencionalmente desligados. 


Riscos sociais- grandes disparidades de rendimento, ameaças á saúde publica

(bactérias resistentes a antibióticos), crises alimentares e disfuncionalidades das

cidades.

riscos geopolíticos - terrorismo, conflitos entre estados, corrupção, crime organizado e

comercio ilícito

11 setembro- Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 (às

vezes, referido apenas como 11 de setembro) foram uma série de ataques suicidas

contra os Estados Unidos.


Riscos ambientais:

Manufaturados- desflorestação, incêndios e a poluição.

Naturais- terramotos, cheias e tsunamis

Estes acontecimentos levam a redução da biodiversidade.


Os gases de efeito de estufa (que são principalmente constituídos por dióxido de

carbono e por metano) provocam o aquecimento global que faz com haja

descongelamento das calotas polares que por sua vez provoca a subida do nível do

mar e obriga a todos os seres terrestres que viverem junto do mar a migrar em massa

para o centro. 

 Filipe Ribeiro Nº6

Mobilidade Social

 Ricardo Filipe Alves da Costa Nº17 12ºD

 Ano letivo 2020/2021


Mobilidade Social

Conceito de mobilidade social

Mobilidade social é o deslocamento ou movimento de indivíduos dentro das estruturas de classes, camadas ou estratos sociais, cujo movimento ou deslocamento, pode ser ascendente (para cima) ou descendente (para baixo).

Tipos de mobilidade social

●Horizontalà O indivíduo ou grupo social adquire a mobilidade social sem alterar o estrato social.

●Verticalà O indivíduo ou grupo social adquire mobilidade social, alterando o estrato social. A mobilidade social pode ser ascendente (caso suba de classe social) ou descendente (caso desça de classe social).

Além destas duas, a mobilidade social também pode ser:

●Intra geracionalà Ocorre entre indivíduos da mesma geração.

Inter geracionalà Ocorre entre indivíduos de diferentes gerações.


Estratificação social 

Três tipos de estratificação social:

Classe alta: é a ínfima parte da população, que é formada por pessoas com privilégios que possuem bens enormes e com um elevado prestígio, encontram-se no topo da pirâmide.

Classe média: é constituída por pessoas que possuem algum privilégio, algumas vantagens e qualificação profissional, no entanto, ainda estão longe de pertencer à classe alta, encontram-se no meio da pirâmide.

Classe baixa: a classe baixa é formada pelos trabalhadores que, em geral, possuem poucos ou nenhum privilégio, vantagem ou prestígio. Possuem baixa escolaridade e, por isso, trabalhos menos remunerados. Muitas vezes trabalham apenas para a própria subsistência. Formam a base da pirâmide.

Conclusão

A mobilidade social ascendente ocorre maioritariamente numa sociedade democrática aberta que exalta a chegada ao topo de um individuo mais humilde, enquanto que na tradição aristocrática não é tanto assim. Numa sociedade capitalista mais aberta, a mobilidade social vertical não é igual para todos, o progresso social depende muito de onde a pessoa vem. Quem já nasce no topo da pirâmide, tem sempre mais possibilidade de se manter nesse estrato, isto regra geral, no entanto existem exceções.





















Pobreza e exclusão social


A pobreza tanto existe em sociedades não desenvolvidas, como nas desenvolvidas. Algumas das principais causas de pobreza são, o desemprego, a falta de trabalho, o envelhecimento da população.
Pobreza pode ser dividida em dois conceitos:

  • Pobreza absoluta;
  • Pobreza relativa

A pobreza absoluta parte do princípio de que todas as pessoas têm acesso a recursos mínimos que satisfazem as necessidades básicas, e que garantem a sobrevivência.
Dito isto, é pobreza absoluta quando essas necessidades não são satisfeitas. 
Um exemplo de pobreza absoluta são os indivíduos sem-abrigo, e/ou que não têm dinheiro para roupa ou comida
Porém, este conceito assume a existência de um padrão mundial de necessidades básicas. Este padrão é muito difícil de ser encontrado, pois existem bens, em Portugal, considerados essenciais e quase banais que em países sub-desenvolvidos são escassos. Saneamento e energia elétrica, em Portugal, são bens comuns a quase toda a população, porém, em países Africanos ou Sul Americanos são considerados bens de luxo. 
Para ultrapassar este problema, pode-se utilizar outro conceito de pobreza, a pobreza relativa.

A pobreza relativa toma em consideração o contexto social do indivíduo. Isto é, para avaliar a pobreza, toma-se em conta o estilo de vida da maioria da população onde se verifica o problema. 
Consideram-se pobres todos aqueles cuja escassez de recursos os impede de satisfazer as necessidades básicas da sociedade onde se encontram.
Um dos critérios mais utilizados para medir a pobreza relativa é definir um limiar de rendimento. Em Portugal e nos países da UE é considerado pobre aquele cujos rendimentos são inferiores a 60% da mediana do rendimento disponível no país. 

                                                                                                                            https://news.un.org/pt/story/2020/10/1730152

Modos de vida e Cultura 

As pessoas que vivem em situações de pobreza partilham condições de vida parecidas, o que muitas vezes as leva a modos de vida próprios, adaptados. 
Estas condições, ou falta delas, dão origem à criação de novas culturas, com os seus valores, crenças, atitudes e estilos de vida. 
Estas novas culturas são geralmente chamadas de culturas da pobreza. 
Dois exemplos são as favelas e as comunidades afro-americanas, os guetos. 

https://www.theguardian.com/film/2016/oct/27/boyz-n-the-hood-
review-blistering-humanitarian-classic-john-singleton
https://rioonwatch.org.br/?p=38277

Pobreza e exclusão social

A exclusão social é fruto de diversas privações, a indivíduos ou grupos, de usufruírem da cidadania e dos direitos oferecidos pela mesma. Esses direitos são resumidos à participação na vida em sociedade. 
Porém, exclusão social não implica a existência de pobreza, sendo que, pobreza implica sempre exclusão social.
Poderá existir exclusão, devido à falta de recursos, mas poderá também ocorrer apenas exclusão social, onde o indivíduo é expulso e privado da sociedade. 
O maior exemplo de exclusão social são os sem-abrigo, que foram abandonados e rejeitados pela sociedade. Não tem casa, trabalho, quase que não têm direitos. 



Grupos sociais mais vulneráveis à pobreza em Portugal

Em Portugal, os grupos sociais mais vulneráveis à pobreza são constituídos por pessoas:

  • Com baixos níveis de instrução e qualificação;
  • Em situações de desemprego e não inserção nos sistemas de proteção social;
  • Idosos com reformas baixas;
  • Pertença a grupos desfavorecidos;
  • Toxicodependentes, crianças e jovens em risco. 

Para combater a pobreza, o Estado tem de atuar, fornecendo não só subsídios, como promovendo a igualdade de oportunidades a toda a população. Contudo, apesar de já serem uma grande ajuda, as medidas implementadas revelam-se ainda insuficientes para eliminar ou reduzir substancialmente a pobreza em Portugal. 

Tomás Diniz

domingo, 6 de junho de 2021

Classes Sociais

Os sistemas sociais produzem um conjunto de desigualdades socias, estruturando-se, entre outras formas, através das classes socias.

Classes sociais são grupos cujos membros, são portadores de recursos e montantes semelhantes, com condições de existência semelhantes, e a desenvolver afinidades nas suas práticas e representações sociais, isto é, naquilo que fazem e naquilo que pensam.

Quando nascemos, herdamos, desde logo, um determinado lugar de classe - o dos nossos pais e da nossa família. Mesmo não sendo uma herança inultrapassável, acaba por condicionar o percurso de cada um. Tendo cada um, um conjunto de ferramentas e de recursos distintos que permitem alcançar objetivos, uns mais do que outros, estas permitem alcançar projetos de vida.

Assim, as classes sociais, são um poderoso lugar de socialização formando uma conjuntura onde aprendemos um conjunto de normas, valores, comportamentos, maneiras de agir, pensar e sentir, por transmissão permanente, ou seja, quer as condições objetivas de vida, quer a definição de projetos e de aspirações, condicionam a nossa existência material e simbólica.

As classes sociais constituem um motor de constrangimentos e possibilidades sociais desigualmente repartidos, sendo transmitidos através da linguagem que os pais, familiares, amigos e professores usam connosco, ou mesmo através das espectativas e sanções que vamos mutuamente construindo nas interações.

Quando pertencemos a uma classe social, desenvolvemos uma certa consciência de pertença a uma classe e se tentamos subir o nosso estatuto social desenvolvemos conflitos de classes.

Uma estrutura de classes mostra o cariz relacional das posições sociais, em que umas se definem em relação ás outras. O conjunto das posições sociais forma o espaço social.

Ao longo da história da literatura sociológica, o conceito de classe social abrange diferentes conceções, que divergem conforme o critério que adotam para as classificar.

Nas sociedades capitalistas, esse critério é predominantemente económico, mas, em algumas conceções, podem vincular outros aspetos, como escolaridade, o contributo cultural ou poder político.

Segundo Karl Mark (1818-1883), pioneiro na definição de Classes Sociais, estas devem-se ao antagonismo entre dois grupos:  grupos de opressores e oprimidos. Na história das sociedades a antagonização revê-se na sociedade antiga, onde haviam senhores e escravos; na sociedade medieval, suseranos e vassalos; na sociedade moderna, capitalistas e trabalhadores. 

Para os teóricos, essa luta de classes teria fim quando não houvesse grupos de opressores e oprimidos.

Para o sociólogo Pierre Bourdieu (1930-2002), a posição que ocupamos no espaço social define-se tendo em conta a concentração ou rarefação dos capitais que possuímos: o capital económico, que nos permite a aquisição de bens e serviços; o capital social entendido como a capacidade de estabelecer relações sociais proveitosas; o capital cultural em particular o capital escolar e o capital simbólico onde constam a honra, o prestígio e a autoestima.

Bourdieu afirma que agentes que ocupam posições relativamente próximas no espaço social e estão expostas a condições económicas e culturais semelhantes, têm uma maior probabilidade de possuírem práticas e atitudes análogas.

Assim, apercebemo-nos que um dos elementos mais comuns nas sociedades é a desigualdade social, desenvolvendo-se o conceito de estratificação para demonstrar, claramente, as desigualdades presentes em todas as sociedades.

Um exemplo atual que remonta à história dos nossos antepassados, são as Castas.

As Castas são um sistema que divide os hindus em rígidos grupos hierárquicos baseados em seu karma (trabalho) e dharma (a palavra hindu para religião, embora aqui signifique dever).

O sistema de castas divide os hindus em quatro categorias principais: Brahmins, que eram principalmente professores e intelectuais; Kshatriyas, guerreiros e governantes; Vaishyas, mercadores e Shudras que se ocupavam por todos os trabalhos braçais.

Ainda para Bourdieu, a subjetividade dos agentes (a forma como agem, pensam e sentem) é influenciada e moldada pelas desigualdades estruturais de uma sociedade. Apesar de haver uma correspondência entre classes sociais e estilos de vida, é tendencionalmente verdade que duas pessoas que partilhem a mesma classe social (ou a mesma posição no espaço social) terão uma serie de afinidades de estilos de vida – isto é, de gosto, práticas, linguagens e maneiras de ser, agir e pensar. Cada individuo é capaz de filtrar, selecionar e interpretar os ensinamentos e as aprendizagens de forma especifica.

Em suma, falar de classes sociais é falar de estruturas e de sistemas duradouros de diferenças entre indivíduos que ocupam distintos lugares de classes.




Mariana Carvalho


Padrões de Consumo

 PADRÕES DE CONSUMO

Padrões de Consumo: são modelos específicos a que o consumo obedece, consoante os factores condicionantes (tempo, espaço, rendimento e cultura).

1.CONSUMO: O consumo é um dos comportamentos humanos mais influenciados pela época histórica e pelo espaço geográfico em que ocorre.
2. FATORES DE QUE DEPENDE O CONSUMO – O consumo é um fenómeno social complexo, condicionado por múltiplos factores (económicos e extra-económicos) e, como já vimos, com influência sobre a vida humana e a do planeta.
3. Económicos: Rendimento dos Consumidores Preço dos Bens Inovação Tecnológica
4. EXTRA-ECONÔMICOS: – Moda- Publicidade – Tradição Modos de vida (Meio Social) Estrutura Etária (Idade/Sexo)
5. FATORES ECONÔMICOS: O consumidor tem de despender recursos, geralmente económicos, para a obtenção dos bens e serviços. Rendimento dos Consumidores: o consumo é função do rendimento. Uma alteração no nível de rendimentos dos consumidores reflecte-se no consumo, mas tem diferentes efeitos consoante o tipo de bens e serviços (depende da sua importância). Quando os bens são essenciais, a variação do rendimento pode não afectar o seu consumo, ao contrário dos bens supérfluos


É inegável que nos últimos anos tem se verificado um aumento da conscientização das pessoas sobre os danos que o uso indiscriminado dos recursos naturais pode causar ao meio ambiente, levando o cidadão a assumir uma postura mais crítica em relação às suas opções de consumo, considerando características de produtos, até então tidas como não essenciais, no processo de escolha, as quais passaram a representar um fator importante no ato da compra.

Entretanto, embora tenha havido um aumento na consciência ambiental das pessoas, ainda não se verificou uma mudança efetiva nos padrões de consumo dos cidadãos, na medida em que a informação, por si só, não é o suficiente para mudar hábitos arraigados. Assim, as pessoas já sabem, por exemplo, dos benefícios da reciclagem, da existência de uma economia do lixo, etc., o que não impede que as cidades continuem sujas, que as pessoas continuem a jogar lixo em locais inapropriados e a gerar quantidades absurdas de resíduos.

Bernardo.

sábado, 5 de junho de 2021

Novos tipos de famílias e papéis parentais

 




O CONCEITO DE FAMÍLIA

família é um grupo primário (grupo restrito que se baseia nas interações diretas entre os seus membros) de pessoas relacionadas umas com as outras por laços biológicos e legais 

família apresenta um papel fundamental. É através da inserção de um individuo na família que ele aprende e interioriza valores essenciais, normas gerais, práticas próprias e condutas básicas do meio social a que pertence. 



FAMÍLIA TRADICIONAL 


“A família tem estado sempre em mudança e as formas familiares, mesmo na Europa Ocidental, foram sempre muito diversas. O modelo “tradicional” é um modelo sobretudo simbólico, que resulta de processos históricos, económicos e sociais, mas também culturais.” - explica a socióloga Sílvia Portugal. 


Prevê-se que a família tradicional garanto bem-estar do grupo familiar e a renovação do elemento essencial da sociedade. Normalmente, as suas funções são: reprodutiva, social, económica socialização das crianças 


Para um casal se ajustar à definição clássica de “família”, deve haver um compromisso mútuo, criar filhos juntos e ter um sistema económico  compartilhado. A família nuclear é considerada a clássica e heterossexualEsses papéis tradicionais permaneceram teimosamente a norma por muito tempo.  



 FAMÍLIA MODERNA 


No decorrer das últimas décadas, as expectativas normativas das mães e pais mudaram. A menor prevalência do modelo tradicional de famílias abriu caminho à  formação de famílias alternativas. Atualmente, a maternidade não é vista como uma parte obrigatória da identidade e realização feminina. Assim, já não se espera que as mulheres/mães se casem, tenham filhos e abandonem o trabalho. Por outro lado, tornou-se cada vez mais comum que os pais tenham um papel mais ativo na criação e cuidado dos seus filhos. Este desenvolvimentos teve um grande impacto no surgimento de “famílias modernas”.  



CARACTERÍSTICAS DA FAMÍLIA MODERNA: 


Historiadores e sociólogos evidenciaram diversos fatores que contribuíram para transição da família tradicional para a moderna.  

 

O surgimento do casamento por amorna família tradicional, era visível o princípio da dominação masculina e obediência feminina. Já na família moderna, as pessoas estão menos sujeitas ao controle dos pais sobre com quem e quando se casarão. Hodiernamenteo casamento é uma escolha precedida de namoro ou paixão. 


Igualdade entre parceiros: na família moderna, a mulher não é submissa ao homem, mas sim uma parceira com direitos iguais. Podem optar pelo divórcio de forma unilateral e processar o companheiro/a.

 

Independência económicaas mulheres alcançaram um grau crescente de independência económica. Na contemporaneidade, ambos saem para trabalhar e a percentagem de mulheres empregadas fora de casa aumenta continuamente.  


Famílias menores: a tendência é ter uma família menor, para ser possível dedicarem-se a si e à sua carreira, mas também devido ao planeamento familiar e ao uso de contraceptivos. 


Declínio do controle religioso: com o declino da autoridade da religião sobre as condições de casamento e divórcio, o casamento tornou-se um contrato civil que pode ser anulado, em vez de um sacramento religioso onde o divorcio não é aceitável. 


Maior autonomia da criançadevido a alterções no conceito de parentalidade e à declaração universal dos direitos das criançasos pais ouvem as opiniões dos seus filhos em diversos aspectos das suas vidasHabitualmente, eles podem escolher em que escola irão estudar, que roupas irão vestir e quem serão os seus amigos. Além disso, na família moderna o castigo físico raramente é aplicado, sendo preferível uma discursão aberta. 



NOVOS TIPOS DE FAMÍLIAS 


Ao longo dos anos, a diversidade cultural e as mudanças sociais tem caracterizado a sociedade ocidental. A família tradicional -se substituída pelo um modelo conjugal, unido por laços emocionais, com um alto grau de privacidade doméstica e preocupação com a educação dos filhos. O processo de globalização, as migrações globais e a mudança dos papéis da mulher na sociedade têm servido de influência para a modificação dos padrões familiares. 


A variedade de padrões familiares étnicos, devido ao fenómeno das migrações, veio trazer uma multiplicidade de tipos de famílias. Podemos observar que, enquanto na comunidade indiana as relações têpor base a religiãotal como nos laços de parentesco e na prática de casamentos combinados. A comunidade africana regista muitos agregados monoparentais em que, tipicamente, a mulher é o sustento da família. 


De fato, a união – que ocorre quando um casal decide morar juntos e ter relações sexuais e amorosas sem haver casamento - é uma situação cada vez mais comum na sociedade ocidental. Apesar disto, por vezes, é situação temporária experimental que antecede o casamento. 


“A família atual já não corresponde ao esquema tradicional enaltecido pela sociedade industrial. As gerações já não coexistem sob o mesmo teto e a importância da autoridade paterna decresce à medida que se impõe a afetividade como valor essencial. Não existe desagregação mas a mutação profunda da família que, não se limitando a um modelo único, antes se desdobra em diversas modalidades de que tínhamos, até agora, nenhuma experiência.” Jean-Pierre Pourtouis, Hugutte Desmet e Christine Braga.  



TIPOS CONTEMPORÂNEOS DE FAMÍLIA 


Como já referido, nas últimas décadas, têm surgido novos tipos de famílias nas sociedades ocidentais, tais como: 


Agregados monoparentais:  

As famílias monoparentais são constituídas apenas por um adulto e seus filhos. Existem diversas situações que originam a monoparentalidade: a separação, o divórcio e a viuvez. Na grande maioria dos casos, o adulto destas famílias é uma mulher. Estas famílias foram durante muito tempo, alvo de discriminação social, nomeadamente as mães divorciadas, embora esses preconceitos tenham praticamente desaparecido nos meios urbanos. Por outro lado, a custódia partilhada dos filhos começa a ganhar adeptos, permitindo à mãe e ao pai constituirem dois agregados familiares autónomos mas partilhando os filhos (o sistema mais comum é as crianças passarem uma semana com a mãe e outra com o pai). Nos restantes casos, trata-se maioritariamente de famílias que enfrentam alguma fragilidade financeira pelo facto de subsistirem apenas com o rendimento de um adulto, vivendo em risco de pobreza e de exclusão social.  


Famílias recompostas: 

No inicio do século XX, a maioria dos segundos casamentos acontecia após a viuvez de um dos cônjuges.  Agora, com o aumento da taxa de divórcio, os segundos casamentos estão relativamente generalizados na nossa sociedade. Eles podem acontecer em diversas circunstâncias, obedecendo a diferentes combinações possíveis: pessoas jovens que não trazem filhos do anterior casamento, indivíduos que trazem filhos de casamentos anteriores que vêm viver com o novo cônjuge, indivíduos com filhos autónomos e de idade mais tardia que não o acompanha no seu novo agregado família  e casais que geram filhos no novo casamento. Quanto à situação dos noivos, um deles pode ter sido solteiro, casado ou viúvo. Quando pelo menos um dos cônjuges traz para o novo casamento um ou mais filhos do casamento anterior, referimo-nos a eles como “famílias recompostas”. 


Coabitação: 

coabitação é um forma de vida familiar na qual dois indivíduos mantêm uma relação sexual e amorosa estável, vivem em conjunto mas não efetuam um casamento. Esta situação – antigamente considerada socialmente escandalosa - é cada vez mais frequente entre os jovens, sobretudo como um período de experiência de vida em comum antes do casamento oficial. No entanto, as novas gerações parecem optar cada vez mais pela aceitação livre dos compromissos; a coabitação também pode acontecer por opção, indiciando algum desinteresse pelo casamento formal.  Em Portugal, a união de facto é reconhecida juridicamente. Em termos práticos, duas pessoas que vivem maritalmente e apresentem nas Finanças uma declaração conjunta de rendimentos durante dois anos consecutivos passam a ter os mesmos direitos (em termos fiscais) dos de um casal que tenha oficializado a sua união pelo casamento. Porém, os unidos de facto ainda não têm o benefício de alguns dos direitos inerentes ao casamento: o direito de visita em ambiente hospitalar e prisional, a definição do regime de bens, o direito à herança e a regulamentação da dissolução da união. 


Comunas:  

As comunas são formas de vivência familiar em que, por vezes, o relacionamento sexual é livre e a educação das crianças encontra-se entregue à comunidade. Nos anos 60, os hippies retomaram este modelo de vida e atualmente, ainda existem comunas em Israel – conhecidas como kibbutzim. 


“Geração canguru”:   

Grupo de jovens entre 25 e 34 anos que têm adiado a saída da casa dos pais. Segundo a especialistas, isto estar a ocorrer devido ao fato que atualmente os jovens têm se dedicado mais às realizações pessoais (como viajar), postergado o casamento e a constituição de família, dependendo mais financeiramente dos seus pais e por terem sentido dificuldades em saírem da sua zona de conforto. 


Casais homossexuais:

A evolução das mentalidades tem possibilitado a estabilização de relações entre casais do mesmo sexo que optam por viver maritalmente. Dado que a maioria dos países, sobretudo fora da Europa, não reconhecem oficialmente estas uniões, os casais assumem livremente os compromissos inerentes ao casamento, não tendo acesso aos mesmos direitos. Em Portugal, o casamento entre cidadãos homossexuais passou a estar juridicamente consagrado desde 2010, com todos os direitos e deveres já reconhecidos ao casamento heterossexual. 



NOVOS PAPÉIS FAMILIARES 


Os valores e comportamentos associados à família tem sido objeto de transformação, nomeadamente com a industrialização e globalização. Porém, essas mudanças não são padrões em todas sociedades. evolução dos papeis familiares esta intimamente ligada as transformações ocorridas na estrutura familiar. Desde logo, as famílias deixaram de ser unidades de produção económica, proibição do trabalho infantil e a instituição da escolaridade obrigatória tornaram a criança um foco de investimento para a famíliao papel da mulher foi alterado devido à atividade feminina no mercado de trabalho e houve um crescimento na partilha dos tarefas domésticos e na orientação da afetividade dos elementos da família. 



NOVOS PAPÉIS PARENTAIS 


Uma vez que o casamento deixa de fundar-se apenas em critérios económicos, o amor romântico ganha terreno e a intimidade emocional e sexual do casal passam a ser mais valorizados por ambos. A mulher, que  durante bastante tempo,  foi mantida dentro de portas como “dona de casa” - encarregada das tarefas domésticas e do cuidado com marido e filhos - tem reivindicado a igualdade de deveres e a partilha de tarefas domésticas e cuidados dos filhos. Atualmente, a mulher e o homem desempenham em simultâneo os papéis expressivo e instrumental. Ela passa a – tal como o marido – trabalhar fora de casa (família de dupla carreira). Apesar disso, grandes responsabilidades domésticas continuam a recair sobre a mulher. 


A família moderna é um espaço onde a afetividade e partilha de sentimentos são predominantes; a criança passa a ser o centro da família e é considerada como o fruto do amor dos pais – um filho desejado. Os pais investem na formação escolar dos filhos para que eles possuam diplomas que lhes permitirão a mobilidade social. Desta forma, a dependência material e afetiva entre filhos e pais é prolongada. 


Para além disso, as relações entre pais e filhos são baseadas na negociação e no diálogo. Isto orienta as crianças no sentido de as deixarem construir as suas próprias experiências, transmitindo-lhes valores de autonomia e sensibilidade que resulta no desenvolvimento das suas potencialidades. Podemos evidenciar que a modernização dentro das famílias desempenhou um papel importante no desenvolvimento da personalidade dos indivíduos, uma vez que os filhos ficam mais próximos dos pais, eles podem ter uma discussão mais livre e franca sobre os seus problemas, opiniões e pensamentos - o que ajuda no melhor desenvolvimento de sua personalidade.  


Estas mudanças foram extremamente benéficas, uma vez que a maior qualidade do relacionamento dos adultos e a proximidade das relações entre pais e filhos estabelece uma verdadeira harmonia. Todos os membros da família têsegurança emocional e são valorizados de igual forma, em virtude de não haver relações hierárquicas dentro de casa. Apesar deste modelo de família ter beneficiado as novas gerações, admite-se que a modernização inflige facilmente sentimentos de solidão e insegurança física e psicológica nas gerações mais velhas, que cresceram dentro de um ambiente tradicional e têm dificuldades a adaptar-se a esta nova realidade. 

 

 

 

Bibliografia: 

Violência Intrafamiliar

  Violência Intrafamiliar É considerado como uma forma de violência intrafamiliar qualquer ação que afete negativamente o bem-estar, a integ...