A escola exerce então dois tipos de socialização. Uma socialização formal consiste no ensino/aprendizagem de conhecimentos, capacidades e competências relacionadas com conteúdos específicos. Os conhecimentos teóricos necessários para o entendimento das ciências naturais e sociais, conhecimentos práticos ao nível de saber-fazer, proporcionando a formação académica necessária para o exercício de uma futura atividade profissional e uma integração social facilitada. Escolas, universidades e centros de formação profissional são assim considerados agentes de socialização formal que nos permitem ter um certificado e um currículo para ingressarmos no mundo do trabalho.
Esta socialização promovida pela instituição escolar também pode ser efetuada de forma não formal, com uma maior flexibilidade em relação às normas, uma melhor comunicação e recorrendo a processos mais lúdicos. Assim, por exemplo, a aprendizagem de uma língua estrangeira numa sala de aula é completamente diferente da que é feita através de uma visita de estudo ao estrangeiro.
A escola, ao proporcionar o contato entre grupos sociais diferentes (professores, alunos de vários estratos etários, sociais e culturais, outros agentes educativos), permite um tipo de socialização complementar. Aprende-se também a ser colega, amigo, delegado de turma, membro da associação de estudantes, como se relacionar com elementos de estatutos diferentes, e também se aprende a saber resolver problemas práticos como pedir esclarecimentos e informações.
É, pois, informal a aprendizagem das regras de bom comportamento na sala de aula, do reconhecimento da autoridade do professor e da necessidade do cumprimento de horários, por exemplo. Já a transmissão dos conteúdos dos manuais escolares constitui a educação formal.


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