domingo, 20 de dezembro de 2020
Desigualdades de género e raciais
Monoparentalidade
O conceito sociológico de família felizmente evoluiu e, com o passar dos anos, modificou as suas dimensões, organizou-se de formas diversas e viveu segundo novos valores. Contudo, a imagem de uma família "tradicional", composta por homem, mulher e os seus filhos, ainda é defendida por aqueles com uma mentalidade mais conservadora. O atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, já deixou claro diversas vezes em seu discurso ser a favor apenas deste conceito de família - "Apresentem uma emenda à Constituição e modifiquem o artigo 226, que lá está escrito que família é homem e mulher. E mesmo mudando isso, como não dá pra emendar a Bíblia, eu vou continuar acreditando na família tradicional", disse o presidente na "Marcha para Jesus", em 10 de agosto de 2019. Entretanto, ao pensarmos nas diferentes formas que uma família pode apresentar e um país com 5,5 milhões de crianças sem pai no registro (Censo Escolar, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ e divulgado em 2013), não será este discurso hipócrita e desrespeitoso com o grande número de pessoas que são responsáveis por famílias monoparentais?
Para responder a esta pergunta é preciso primeiro entender o fenómeno social da monoparentalidade. A família monoparental surge quando apenas um dos pais se responsabiliza pela criança. Diferente de uma família mais tradicional, a criação do jovem dependerá exclusivamente de um dos pais. Independente de sua formação, seja mãe e criança ou pai e criança, isso se configura como uma família monoparental. Em décadas passadas, esse modelo de família era quase que repudiado socialmente, a depender da composição. Se um homem cuidasse de seus filhos desacompanhado, não receberia julgamentos de um grupo social, diferente da mulher. Ainda vista sob um modelo arcaico, uma mulher que dispusesse a cuidar dos filhos sozinha podia ser marginalizada.
A monoparentalidade pode ainda apresentar duas modalidades distintas. A família originária é representada por uma família monoparental com a mesma estrutura desde o início, ou seja, é composta pela relação entre um dos pais com os filhos sem o auxílio do companheiro ainda na origem. Este seria o caso concreto das 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento. Já a família superveniente é a que se tornou monoparental ao longo do tempo. Isso aconteceu por meio de um divórcio ou pela morte de um dos pais. Esse modelo de família sempre pode acabar no anterior, pois o abandono ou morte de um ou dos dois abre a janela para uma nova formação.
Concluo então que o significado de família transcende tudo o que podemos ver. Não existem instrumentos que possam medir a ligação entre pais e filhos, bem como organizá-los entre maior e menor prioridade. Toda família, independente da sua apresentação, deve ser respeitada e conservada. Sendo assim, defender uma família tradicional baseando-se na sua forma e dimensão seria desclassificar famílias não-nucleares que exercem com excelência seu papel social de família.
Globalização
Os avanços tecnológicos na área da informática e das comunicações, tais como o microcomputador, os satélites, a fibra ótica, a Internet, multiplicaram as possibilidades e oportunidades de negócios a um custo cada vez menor.
A globalização económica é uma faca de dois gumes. De um lado, descortina novos horizontes para a economia mundial, de outro, entretanto, pode abrir o fosso que separa pessoas e países, aumentando o abismo entre os beneficiados com o processo e os desfavorecidos da fortuna. Há um claro divisor de águas entre aqueles que defendem os aspectos positivos da integração econômica e aqueles que somente vêem as mazelas do processo, que são consequência, mesmo que por vezes involuntária, da integração econômica mundial.
Se a integração nas comunicações impulsionada pelo avanço tecnológico é um fato incontestado e a globalização económica alcançou dois terços da população mundial nos últimos vinte anos, a globalização política está distante de ser uma realidade concreta e prática na vida dos países.
Do outro lado, o pondo de vista realista estava baseado na ideia de poder. O ideal utópico, que ignorava a política de balanço do poder entre Estados, não corresponderia a uma percepção correta da realidade internacional. A partir de uma visão pessimista da natureza humana, o realismo analisa a política como confronto de interesses em função do poder. O conceito-chave é o de Estado-nação, que representa o elemento básico das relações internacionais e, na luta pelo poder, a moralidade deve estar subordinada aos interesses políticos.
Aldeia Global
O conceito de aldeia global foi criado na década de 1960 pelo filósofo canadense Marshall Mcluhan, o então professor da Escola de Comunicações da Universidade de Toronto.
Segundo esse conceito, o avanço nas tecnologias de informação e comunicação encurta as distâncias no mundo e facilita trocas culturais entre os diferentes povos.
O autor acreditava que, devido à diminuição das distâncias e barreiras geográficas, o planeta se reduziria a uma organização semelhante a aldeias, onde tudo e todos estariam interconectados.
Pena de morte

Quando há uma alteração importante na estrutura de uma sociedade esta designa-se por mudança social. Essas alterações podem acontecer nos valores, tradições ou normas da comunidade em questão, podendo ocorrer de várias maneiras: progressivas resultado da evolução histórica e abruptas gerando-se de uma revolução ou outro fenômeno.
Essas mudanças podem ocorrer dentro da comunidade ou ser conduzidas pelas classes dominantes. Como exemplo vou falar da pena de morte, que apesar de ainda existir em alguns países já foi abolida na maior parte destes, como foi o caso de Portugal que foi dos primeiros da Europa e até do mundo a faze-lo (em 1867). A erradicação total é o único rumo e os países que ainda a usam têm de colocar-se do lado certo da História.
O caso mais relevante atualmente é o dos Estados Unidos da América, que ainda mantém a pena de morte em 29 estados.
Sendo a maior economia do mundo, tendo acesso a abundantes recursos naturais e com altos níveis de produtividade, continua a existir um grande atraso na mudança cultural e nos direitos civis, derivado à sua população ser composta por diferentes etnias, existindo assim muito preconceito e discriminação.
Trump tem acelerado as execuções de penas capitais, tendo anunciado cinco no dia 10 de dezembro e até poucos dias antes da tomada de posse do Presidente eleito, Joe Biden.
O plano quebra uma tradição de presidentes cessantes, que submetem ao seguinte inquilino da Casa Branca as decisões sobre as execuções de penas de morte pendentes. As execuções de Alfred Bourgeois e de Brandon Bernard foram as primeiras a ocorrer durante este período de transição presidencial. Brandon Bernard foi executado no dia 10 de dezembro, com 40 anos, acusado de um crime praticado no Texas quando tinha 18 anos.
Numa audiência de 2018 de um dos outros acusados, foi revelado que os procuradores tinham mantido sob segredo provas que mostravam que o papel de Bernard no crime foi menor do que se pensava. Em 70 anos, Bernard foi a primeira pessoa a ser executada por um crime cometido quando tinha 18 anos de idade. Tal como afirmou o advogado de defesa Robert Owen num comunicado “A execução de Brandon é uma mancha no sistema de justiça criminal da América”.
A probabilidade de ser condenado à morte é maior, se se for pobre ou pertencer a uma minoria racial, étnica ou religiosa devido à discriminação persistente no sistema judicial. Do mesmo modo, grupos pobres e marginalizados têm menos acesso aos recursos legais de que precisam para se defender. Muitos foram executados apesar de existirem sérias dúvidas sobre se eram ou não culpados, e outras sentenças de morte foram emitidas depois de “confissões” obtidas sob tortura.
O que está errado na pena de morte é a negação dos direitos humanos.
Condenar alguém à morte é negar-lhe o direito à vida
Francisca Coelho.
Racismo
Antes de falar do racismo, temos de saber distinguir que: racismo, discriminação e preconceito não são, exatamente, a mesma coisa.
Discriminação é o ato de diferenciar, de tratar pessoas de modo diferente por diversos motivos;
Preconceito é um julgamento sem conhecimento de causa, ou seja, julgar algo ou alguém sem antes conhecer;
O racismo é uma forma de preconceito ou discriminação motivada pela cor da pele ou origem étnica. Pensando na extensão dos conceitos, o racismo está dentro dos conjuntos “preconceito” e “discriminação”, mas não os esgota.
O racismo ocorre principalmente de três maneiras:
Quando há crime de ódio ou discriminação racial direta: essa forma de manifestação do racismo é mais evidente. Trata-se de situações em que pessoas são difamadas, violentadas ou têm o acesso a algum tipo de serviço ou lugar negado por causa da sua cor ou origem étnica.
Quando há o racismo institucional: menos direta e evidente, essa forma de discriminação racial ocorre por meios institucionais, mas não explicitamente, contra indivíduos devido à sua cor. São exemplos dessa prática racista as abordagens mais violentas da polícia contra pessoas negras e a desconfiança de agentes de segurança e de empresas contra pessoas negras, sem justificações coerentes.
Quando há o racismo estrutural: menos perceptível ainda, o racismo estrutural está cristalizado na cultura de um povo, de modo a que, muitas vezes, nem parece racismo. A presença do racismo estrutural pode ser percebida na constatação de que poucas pessoas negras ou de origem indígena ocupam cargos de chefia em grandes empresas; de que, nos cursos das melhores universidades, a maioria esmagadora quando não a totalidade de estudantes é branca; ou quando há a utilização de expressões linguísticas e piadas racistas. A situação fica ainda pior quando as ações ou constatações descritas são tratadas com normalidade.
Na tentativa de justificar o domínio e a posse sobre as vidas daquelas pessoas, os europeus formularam diversas teorias de supremacia racial, apontando que a raça branca seria superior, dotada de maior capacidade intelectual e de domínio e, portanto, apta a possuir a tutela sobre raças consideradas inferiores. Relatos historiográficos chegam a revelar que os negros eram considerados, na época, animais incapazes de ter sentimento e desprovidos de alma.
O início do século XIX foi marcado pela alta industrialização dos centros urbanos europeus e pelo pensamento positivista, que herdou do Iluminismo uma postura crítica em relação ao conhecimento de senso comum. A necessidade de fundamentação científica das teorias sociais fazia-se cada vez mais presente, fazendo com que surgissem a Sociologia e a Psicologia tais como as conhecemos hoje. Também surgiram, nesse período, tentativas de justificação estapafúrdias, mas supostamente embasadas em conhecimentos científicos rigorosos, da hierarquia cognitiva das raças.
Preconceito

Preconceito é uma opinião desfavorável que não é baseada em dados objetivos, mas que é baseada unicamente em um sentimento hostil motivado por hábitos de julgamento ou generalizações apressadas.
Na sociedade moderna, apesar de todas as mudanças de mentalidade, diminuição de costumes tradicionais e um aumento da progressividade das mentalidades, o preconceito tem continuado proeminente e omnipresente quer seja ele com ou sem intenção.Nesta década, os tipos de preconceito mais proeminentes são a homofobia (contra membros da comunidade LGBT), o machismo (mulheres < homens), a transfobia (contra pessoas transsexuais), o racismo (contra pessoas de etnia negra), o xenofobismo (contra pessoas de outras etnias), entre outros.O preconceito em si pode ter várias origens desde a forma como o indivíduo foi criado (filhos de pais preconceituosos têm mais chance de serem preconceituosos eles mesmos), a cultura em que o mesmo se encontra, as suas crenças religiosas, a influência de grupos racistas e xenófobos como os KKK (Ku Klux Klan) ou até como mecanismo para escapar à culpa e à realidade, pois culpar minorias pelo fracasso ou má qualidade de vida é algo presente. Essa crença de negação é muitas vezes utilizada por políticos para chegar ao poder (ex: Hitler), que se aproveitam da infelicidade da nação, dando-lhes um bode expiatório para a população culpar pelos seus problemas (no caso de Hitler, culpar os judeus pela crise após as condições pesadas do tratado de Versalhes). Políticos populistas tentam usar a mesma tática e em alguns casos conseguem chegar ao poder, mas cabe-nos a nós, os cidadãos, não deixar que preconceito seja aceitável. Não é com censura a opiniões preconceituosas que lá vamos chegar, é necessário a reeducação das mentalidades, mostrar o porquê de eles estarem errados e tentar fazer com que mudem, pois no fundo somos todos iguais e, como comunidade, cabe-nos a todos trabalhar em conjunto para todas as minorias não terem medo de sair à rua pelas pessoas que são, por quem querem ser e não o conseguem ser publicamente por medo de serem desrespeitados e humilhados e educar a população a não aceitar atitudes preconceituosas.Um exemplo recente no contexto dos tempos em que vivemos é um crescimento da xenofobia face a pessoas asiáticas por causa da pandemia do COVID-19. Vê-se muitos asiáticos a serem assediados e desrespeitados em países do ocidente, pois o vírus originou na China. Às vezes é mais fácil e tentador direcionar a nossa raiva face a um assunto a outra pessoa/grupo para nos sentirmos melhor com nós próprios, mas sensibilidade com os outros é algo completamente necessário. Aquele individuo específico e outras pessoas da mesma etnia não são a causa da pandemia, não têm culpa de corrermos risco de quarentena e de morte, mas ainda assim, vários grupos (inclusive os media ao referir-se ao COVID-19 como "the chinese virus" (o vírus chinês)) agem como se ele fosse culpado por isso ou tentam passar-lhes a culpa.Não existe uma customização que podemos fazer no parto que nos faça escolher entre nascer preto, branco, amarelo, rico, pobre, heterossexual, homossexual, homem, mulher, etc., mas a escolha entre ser ou não ser preconceituoso com uma pessoa só porque é diferente, isso sim, é algo pessoal que tu podes escolher ser, que ajuda um membro de uma minoria a sentir-se mais incluído na sociedade em que vivemos e te ajuda a ser uma pessoa melhor. Infelizmente, o preconceito ainda continua como um dos maiores problemas do mundo moderno que tão cedo não parece que será resolvido, mas estamos a caminhar para algo melhor, um planeta com melhores condições para toda gente, um mundo em que a tua etnia, a tua sexualidade e o teu género não sejam detrimentos para tu atingires tudo o que queres atingir.
Luís Vinagre, nº12
A importância da Literatura:
Talvez não venha aqui falar de propriamente de um ou outro problema social específico, isso deixo para diferente altura.
Irei falar de algo mais entusiasmante, divertido e espontâneo, os livros.
Mas o que tem a literatura de tão especial?
Ora é que na Literatura tudo é possível, existe literatura para todas as realidades e gostos.
Literatura erótica, pessimista, optimista, política, científica, tecnológica, homossexuais, e muitos mais.
Diversos cenários onde a moralidade e os valores do mundo real são postos de lado e alterados por uns mais divertidos, onde cada é responsável pelo que pensa e faz, somos desafiados a olharmos para um mundo diferente do que vemos diariamente.
Existe literatura para quase tudo, e com temas diversos e tentadores.
Para mim a especialidade da Literatura é libertar me das minhas dores e ver que há outros sentidos e valores pelos quais me posso seguir e encontrar respostas do que aquilo que uma determinada comunidade pensa que é o melhor e no final acaba por nem ser, porque no fundo é essa a missão de qualquer arte: libertar nos da vida comum e da melancolia das outras pessoas e nós mesmos.
Através dos livros encontramos nos e conhecemos novas pessoas.
Livros são sempre os melhores guias para a vida e é como diz o outro:
Quando a literatura de um país é péssima, o país é terrível para se viver.
Por aqui existem muitos poucos leitores e seria um enorme fator a inverter, pois através disso este país irá certamente para a frente.
Quem quiser livros para ler basta chamarem me. 😁
Bernardo Coelho
sábado, 19 de dezembro de 2020
Desigualdade
Quanto maior é a desigualdade, maior é o risco de pobreza nos países europeus. Em Portugal não é diferente. Os mais pobres foram os que perderam uma maior proporção do seu rendimento durante a crise e isso refletiu-se no aumento da desigualdade. Ao mesmo tempo, essa perda agravou todos os indicadores de pobreza em Portugal. E foram sobretudo as crianças que mais sofreram, fruto dos cortes nas prestações sociais das famílias.
entre os tipos de desigualdade temos: A desigualdade social; Econômica; A desigualdade de gênero.
Desigualdade social é a diferença econômica que existe entre determinados grupos de pessoas dentro de uma mesma sociedade.
Causas
- Má distribuição de renda
- Má administração dos recursos
As migrações.
Nos últimos anos, as persistências de guerras e conflitos armados fazem com que o número de refugiados tenha aumentando no mundo. Recentemente a ONU alertou para uma potencial nova crise humanitária de refugiados sem abrigo que acampam ao ar livre na Bósnia-Herzegovina, em plena época de frio e da segunda vaga da pandemia de covid-19. Vários milhares de refugiados encontram-se a céu aberto, estão expostos a baixas temperaturas, ao mau tempo, sem acesso aos serviços elementares e em edifícios abandonados na zona de Bihac, noroeste bósnio, junto à fronteira com a Croácia, onde tentam passar para a União Europeia (UE). O desespero, a debilidade e o vazio é o cotidiano na vida destas pessoas que mal têm condições para assegurar a sua sobrevivência. Um olhar a transbordar de medo em que as palavras não são necessárias, um início sem fim à vista é uma tempestade que não acaba.
As migrações são o deslocamento populacional pelo espaço geográfico que podem ser internas ou externas, de forma temporária ou permanente, que desde o início da humanidade têm contribuído para a sobrevivência do ser humano. A migração pode ser motivada por fatores econômicos, políticos ou religiosos. No plano económico merece referência o desemprego que leva várias pessoas a procurar outros destinos com melhores condições. Quanto a fatores políticos, destacam-se fenómenos como conflitos políticos, nomeadamente a guerra, perseguições religiosas, etc. Nas áreas de partida as migrações têm consequências como a diminuição da taxa de natalidade, o aumento da taxa de mortalidade, diminuição de mão-de-obra, diminuição do desemprego entre outros. Já nas áreas de chegada as consequências verificadas são o aumento da taxa de natalidade e do crescimento natural, o aumento da mão-de-obra, e os conflitos socias (delinquência, prostituição, aumento do desemprego, bairros de lata).
As migrações não são um fenômeno recente, pois tem sido constante ao longo da história, a partir da Segunda guerra mundial, em especial nas duas décadas do século passado, as migrações intensificaram-se em todo o mundo.
Marcela Coelho.
O Ambiente e as Alterações Climáticas
O constante crescimento das alterações climáticas fazem, se sentir por todo o mundo, tratando-se de uma ameaça ambiental, quem tem de ser combatida nos dias de hoje.
A partir desta Conferencia Ambiental, surgiram outras como a Eco 92, o Protocolo de Kyoto, e mais recentemente o Acordo de Paris (2015), este último procura limitar o aumento da temperatura média global a nível abaixo do 2ºC acima dos níveis pré-industriais e reunir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC.
Dentro das alterações climáticas, o
aquecimento global destaca-se como um problema, que tem de ser resolvido nos
próximos anos, pois provoca graves fenómenos climáticos, como por exemplo a
escassez de água (que se nota em países mais afetados pelo o calor, e até em
Portugal), o desaparecimento dos glaciares, os incêndios florestais, a subida do
nível médio das águas do mar, a extinção de várias espécies (alterações na
fauna e flora).Estes fenómenos climáticos afetam todo o planeta, e são cada vez
mais frequentes.
Ao nível das situações meteorológicas, as
ondas de calor intenso, e as inundações, afetam anualmente quase todos os países do
mundo. De modo a evitar estas consequências, várias são as medidas e políticas
aplicadas para proteger o ambiente.
Em Portugal cada vez mais, são apresentadas propostas com o objetivo de:
- reduzir as emissões de poluição;
- apostar em energias renováveis;
- gestão dos resíduos;
- uso eficiente da Água;
- monitorizar a qualidade do ar e da água;
- aplicação de normas ambientais, no âmbito dos transportes e agricultura;
O Ambiente relaciona-se diretamente com a Sociologia, (Sociologia Ambiental), e com base nas interações ambientais, procurando debater todas as questões ligadas a este ramo da Sociologia, que detém uma grande importância.
André Ferreira
A vida social depois da cura.
A um de janeiro de dois mil e vinte por entre festejos e desejos para o novo ano era difícil prever a realidade que teríamos pela frente. A pandemia de Covid-19 já é a pior crise mundial dos nossos tempos, crise essa imprevisível e que deixará para sempre uma marca na humanidade. Sem dúvida o atual contexto trouxe uma maior consciência para a fragilidade tão intrínseca ao ser humano, que se julga invencível até que situações como esta se concretizem. Como é evidente, qualquer compressão social prolongada gera no Homem um irrevogável desejo de liberdade, o que se irá traduzir numa enorme vontade de proximidade aos outros logo que as restrições tenham um fim. Superado o medo do contágio, a vontade relativa a prazeres e excessos será notória, tal como se verificou por exemplo nas anteriores guerras mundiais onde após o momento de tragédia, os brindes, abraços e contatos foram retomados em força. Os cumprimentos com o cotovelo não serão um hábito após a pandemia mas com certeza haverá um maior alerta em relação à higiene. Quando tivermos a capacidade de olhar para o momento em que vivemos de uma forma distante iremos dar um valor extraordinário à saúde, e à tranquilidade que é viver sem ter em mente a incerteza de estarmos saudáveis. Devido à impossibilidade de contacto físico para a segurança de todos ao longo de todo este período de tempo a vida social passou para a tela dos equipamentos digitais o que obviamente tem consequências sobretudo naqueles que vivem de forma obsessiva e solitária através do mundo digital, levando a patologias nas relações sociais. No entanto, a criatividade também teve lugar para que soluções fossem encontradas para a adaptação aos tempos conturbados em que vivemos e que se irão estender de alguma forma ao futuro. A maneira como iremos viver, trabalhar, consumir e socializar será diferente após uma cura.
É previsível a criação de novos modelos de negócio para os restaurantes. Alguns daqueles que já se adaptaram às circunstâncias atuais são denominados de restaurantes fantasma ou seja funcionam apenas à base de entregas ao domicílio. Tendo em conta a possibilidade de novas vagas da pandemia, este setor deve manter-se disponível para este tipo de serviço que deve inclusive após todo o surto continuar como uma tendência. Ao nível da cultura artistas e produtores culturais passaram a garantir a existência de espetáculos online, tours virtuais para museus que conectam o real com o virtual o que potencia as experiências culturais imersivas pondo-as em voga. O trabalho remoto tornou-se também parte do novo normal, apesar de ser comum no cotidiano de muitas pessoas tornou-se uma obrigação para tantas outras, várias empresas das mais diversas áreas organizaram-se segundo esta modalidade o que revelou algumas vantagens e uma continuidade que levará à redução de deslocações, diminuindo o congestionamento de cidades, a uma não necessidade de um espaço físico para albergar os trabalhadores que cumprirão as suas atividades com maior flexibilidade. Quanto ao ensino à distância, tudo indica que esta forma de ensino se irá expandir abrindo espaço para a educação à distância, seja para substituir de alguma forma a velha escola como a conhecemos, ou pelos cursos online e plataformas de conhecimento para a aprendizagem de línguas ou outras atividades que despertaram a curiosidade de muitos. O encerramento das escolas, levou a que por um lado o sentido prático dos alunos e o envolvimento dos encarregados de educação fosse muito maior, por outro, as desigualdades dado que os recursos online não são acessíveis a todos acentuaram-se. As compras online passaram a ser obrigatoriamente a solução para a aquisição de bens, as vendas durante o período de confinamento aumentaram neste formato e devido aos resultados positivos que os compradores obtiveram por esta via é previsível que se torne um hábito.
Uma grande mudança verifica-se na forma como passamos a consumir, a luta por bens essenciais deixou de ser uma metáfora tendo-se materializado, tornando este um vetor de transformações num período de reflexão. Antes do contágio, consumo era a palavra de ordem, mesmo no que se tratava de produtos sem utilidade prática, o mais relevante era ter. A sociedade de consumo é um conceito que define um modelo de reprodução social baseado no consumismo. A sociedade consumista é caracterizada como uma sociedade onde as relações de consumo ocupam uma posição estratégica na organização social e onde são criados bens para comercialização onde o marketing tem uma função importante na construção dos desejos de consumo da população. O modelo mais conhecido de sociedade de consumo existente no mundo é o dos Estados Unidos. O célebre "American way of life" foi usado durante décadas como modelo de desenvolvimento com base na felicidade pela aquisição de bens e serviços, na qual o ser do sujeito confunde-se com o ter. A importância que este fenômeno ganhou em Portugal explica-se pelos recursos que foram ficando disponíveis, pelo aumento dos rendimentos e o aumento da oferta, o que levou a que o consumo subisse rapidamente para as prioridades da vida social, até se tornar num dos traços principais da nossa sociedade. Alguns dos fatores que explicam a consumo são a evidente necessidade de satisfação de necessidades como o vestuário e alimentação, a compensação de sentimentos como a perda e a insegurança, é uma forma de distinção social e reforço dos padrões de superioridade ou inferioridade entre indivíduos, para revelar sucesso, e por último para a demonstração de estados de espírito e como uma maneira de comunicação interpessoal. No atual contexto é um pouco diferente, com a falta de recursos de muitos, a diminuição de constante contacto com lojas, e a necessidade por parte daqueles que compram de saber mais sobre a marca em questão e a sua responsabilidade social. Não existe espaço para desperdícios.
As transformações passam também por hábitos e comportamentos, foi redescoberta a simplicidade das coisas. Com todo este cenário é evidente a necessidade da tomada de medidas pelos governos, sobretudo tendo em conta a crise económica que se avizinha. Algumas das prioridades devem ser a saúde, o apoio a empresas e famílias, e deve ser feito com urgência para que os danos económicos não sejam fatais. Como crise global que é a pandemia, necessita de uma resposta global, é obrigatória uma articulação ao nível mundial. O coronavírus tem funcionado como um acelerador de futuros, antecipando transformações que estavam ainda em andamento mas hoje ganham um novo sentido devido à revisão de valores efetuada. Imaginar a vida depois da Covid-19 pode assemelhar-se a um exercício de futurologia, porém é fácil compreender que o mundo que conhecíamos não voltará mais, seremos pessoas diferentes e faremos parte de uma sociedade em mudança.
Pobreza
Há dois casos de pobreza:
No qual um individuo ganha a baixo do que necessita para o seu gasto diário e esta constantemente a tentar por a sua vida normal economicamente(pobreza relativa)
E a que um individuo não tem o que é necessário para a sua sobrevivência passa fome. não tem água potável nem habitação(pobreza extrema).
A pobreza é um caso que tem vindo a aumentar e é conhecedora de alguns sentidos como nas: faltas existentes ( roupas, alimentos, Habitações); na falta de recursos financeiros e sociais.
Apesar da pobreza ser mais notável nos países em desenvolvimento
ela também é iminente nos países mais desenvolvidos.
As causas da pobreza na maioria das vezes é devido a fatores políticos(corrupção);
económicos; desastres naturais(clima) e problemas de saúde(doenças; drogas).
O que por sua vez acaba por prazer consigo consequências
como a fome, doenças, existência de sem abrigo e desespero económico são as
mais comuns.
A pobreza na maioria das vezes leva a uma exclusão social pois como muitos não tem nada as pessoas tendem afastasse, a descriminar e não se importar com esses pessoas na sociedade, que por sua vez essas pessoas acabam por ter muitas dificuldades a se adaptar a sociedades aonde vivemos.
Nós podemos ajudar contribuindo nos bancos alimentares e na cruz vermelha portuguesa.
Lucas Monteiro
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
As alterações climáticas e a importância do ativismo.
Cientistas por toda a parte declaram que caso não se façam mudanças drásticas para diminuir as causas para as mudanças climáticas o mundo viverá um sofrimento humano sem precedentes, sendo que partindo do conhecimento da situação atual encontramo-nos numa emergência climática. Os alertas por parte da comunidade científica partiam já desde a Conferência sobre Alterações Climáticas de 1979. Apesar das dificuldades existem alguns indicadores ao nível humano positivos entre os quais o aumento das fontes de energia renováveis ou a diminuição de consumo animal por humanos. Estes sinais de rutura de maus hábitos devem guiar governos para que compreendam a gravidade da crise, monitorizem os progressos e reorganizem prioridades. Tudo isto se traduz na exigência de transformações na maneira como a sociedade atua e a sua interação com o ecossistema natural.
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