Cientistas por toda a parte declaram que caso não se façam mudanças drásticas para diminuir as causas para as mudanças climáticas o mundo viverá um sofrimento humano sem precedentes, sendo que partindo do conhecimento da situação atual encontramo-nos numa emergência climática. Os alertas por parte da comunidade científica partiam já desde a Conferência sobre Alterações Climáticas de 1979. Apesar das dificuldades existem alguns indicadores ao nível humano positivos entre os quais o aumento das fontes de energia renováveis ou a diminuição de consumo animal por humanos. Estes sinais de rutura de maus hábitos devem guiar governos para que compreendam a gravidade da crise, monitorizem os progressos e reorganizem prioridades. Tudo isto se traduz na exigência de transformações na maneira como a sociedade atua e a sua interação com o ecossistema natural.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
As alterações climáticas e a importância do ativismo.
Existem diversas personalidades que têm dado voz àquela que é considerada por muitos a mais importante causa da atualidade, mas Greta Thunberg, destaca-se pela forma persistente com que defende a sua posição apesar da sua tenra idade. Greta iniciou uma greve escolar pelo clima e estava longe de imaginar o impacto que teria, inspirou 1,6 milhão de jovens em mais de 100 países por todo o mundo a intervirem na crise climática alertando e trazendo também adultos para a conversa relativamente ao imenso trabalho que ainda é necessário fazer de modo a que aconteça uma imediata intervenção. Há toda uma nova geração inspirada e aberta a mudanças.
Desta forma é fácil compreender a importância do ativismo que se estende aos quatro cantos do mundo. Em Portugal, surgem ações concretas por parte dos mais jovens que têm presente o que significa mudar agora pelas gerações vindouras que dependem da consciencialização e intervenção feitas hoje e que devem ser contínuas, para um futuro azul. A mudança começa com o alerta à sociedade e a presença com grande atenção pelos órgãos superiores nos passos que se seguem nesta caminhada por um amanhã sustentável. A concretização verifica-se numa ação judicial imposta a diversos países, que embora seja uma vitória difícil nos tribunais, foi conseguida, o assunto estendeu-se aos meios de comunicação social o que levantou o tema que nunca é discutido o suficiente. O motivo para o ato efetuado pelos jovens foi nada mais nada menos do que considerarem que vários países não fizeram o que é necessário para cumprir as metas estabelecidas e reduzirem as emissões, o que põe em causa os direitos humanos dos seus cidadãos. Surgem muitos outros relatos da Índia ao Uganda, de intervenções desde greves escolares, petições e proteção de comunidades indígenas.
Estes comportamentos são reveladores de um inconformismo que é definido como adoção de conceções, atitudes e comportamentos que não correspondem às expectativas de um grupo, esses comportamentos inconformistas estão intimamente ligados a mudanças sociais que se traduzem em toda a transformação observável no tempo que afeta a estrutura ou o funcionamento da organização social de uma dada coletividade e modifica o curso da história. O inconformismo promove portanto o progresso e a inovação, para a alteração de normas obsoletas. Neste caso concreto o questionamento das leis vigentes num sinal de desobediência social, levam a sociedade a questionar e enfrentar órgãos de poder no que diz respeito às alterações climáticas.
Uma importante fala quanto a esta questão é precisamente de Greta: “Fazeres com que tua voz seja ouvida é o que faz a diferença; é o que nos vai salvar. Sim, precisamos de uma mudança de sistema, mas não podemos ter uma mudança de sistema sem uma forte pressão de um grupo grande de indivíduos. É o que é preciso acontecer, um despertar entre as pessoas. Estou a tentar influenciar outros para que, juntos, possamos pressionar os que estão no poder. É especialmente importante que os jovens se façam ser ouvidos. Não podemos votar, (mas) podemos influenciar os que podem. E é isso que estamos a tentar fazer, entre outras coisas. As greves escolares disseram-me que quando pessoas o suficiente – especialmente jovens – se organizam e se juntam, somos impossíveis de parar. Muitos pensam que é tarde demais para se envolver. Mas o que não percebem é como poucas pessoas estão de fato a lutar por isso. Se começares agora, serás um dos pioneiros. Nunca é tarde demais”.
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