Nos últimos anos, as persistências de guerras e conflitos armados fazem com que o número de refugiados tenha aumentando no mundo. Recentemente a ONU alertou para uma potencial nova crise humanitária de refugiados sem abrigo que acampam ao ar livre na Bósnia-Herzegovina, em plena época de frio e da segunda vaga da pandemia de covid-19. Vários milhares de refugiados encontram-se a céu aberto, estão expostos a baixas temperaturas, ao mau tempo, sem acesso aos serviços elementares e em edifícios abandonados na zona de Bihac, noroeste bósnio, junto à fronteira com a Croácia, onde tentam passar para a União Europeia (UE). O desespero, a debilidade e o vazio é o cotidiano na vida destas pessoas que mal têm condições para assegurar a sua sobrevivência. Um olhar a transbordar de medo em que as palavras não são necessárias, um início sem fim à vista é uma tempestade que não acaba.
As migrações são o deslocamento populacional pelo espaço geográfico que podem ser internas ou externas, de forma temporária ou permanente, que desde o início da humanidade têm contribuído para a sobrevivência do ser humano. A migração pode ser motivada por fatores econômicos, políticos ou religiosos. No plano económico merece referência o desemprego que leva várias pessoas a procurar outros destinos com melhores condições. Quanto a fatores políticos, destacam-se fenómenos como conflitos políticos, nomeadamente a guerra, perseguições religiosas, etc. Nas áreas de partida as migrações têm consequências como a diminuição da taxa de natalidade, o aumento da taxa de mortalidade, diminuição de mão-de-obra, diminuição do desemprego entre outros. Já nas áreas de chegada as consequências verificadas são o aumento da taxa de natalidade e do crescimento natural, o aumento da mão-de-obra, e os conflitos socias (delinquência, prostituição, aumento do desemprego, bairros de lata).
As migrações não são um fenômeno recente, pois tem sido constante ao longo da história, a partir da Segunda guerra mundial, em especial nas duas décadas do século passado, as migrações intensificaram-se em todo o mundo.
Marcela Coelho.


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