O controlo social consiste nos meios e processos pelos quais um grupo ou uma sociedade obtêm conformidade dos seus membros às suas expectativas. Desta forma, as pessoas são levadas a cumprir os seus papéis do modo esperado.
Para evitar os comportamentos desviantes, a sociedade dispõe de um conjunto de mecanismos de controlo social. Destes mecanismos fazem parte o processo de socialização onde se dá a aprendizagem e interiorização das normas e dos padrões de comportamentos socialmente desejáveis; e as sanções que visam assegurar a conformidade dos comportamentos às normas, podendo tratar-se de recompensas ou punições consoante os comportamentos sociais dos indivíduos.
A manutenção da ordem social implica que os indivíduos interiorizem e aceitem os valores, as normas e os comportamentos do grupo ou da sociedade em que estão inseridos. Neste sentido, o processo de socialização pode ser considerado um mecanismo de controlo social, pois contribui, não só para essa aprendizagem, como para que os indivíduos aceitem os padrões de comportamento socialmente aceites.
Mas, para além do processo de socialização, a manutenção da ordem social pode implicar o recurso a sanções. Assim, podem aplicar-se punições - sanções negativas, quando os indivíduos se afastam dos comportamentos esperados, ou recompensas - sanções positivas, quando se comportam em conformidade com as normas estabelecidas.
Para concluir, as sanções poderão ser ainda formais como por exemplo, um sistema de punição dos tribunais onde existem regras que os cidadãos têm de seguir, ou informais com por exemplo, uma brincadeira de colegas de escola.
Posto isto, os mecanismos de controlo social servem para obtermos uma sociedade sem qualquer tipo de comportamento que seja considerado desviante, havendo em múltiplos casos uma sanção para esses indivíduos que tendem a desobedecer a normas e regras estabelecidas pela nossa sociedade. Desde o passado podemos identificar na História mecanismos de controlo social. Na Idade Média, temos o exemplo da inquisição. Em Esparta, o controlo do desenvolvimento das crianças também é considerado um meio de controlo social. Formas modernas de controle social acontecem com grande intensidade através da mídia e da polícia.
Mesmo assim, em todas as sociedades há desvios de conduta, que vão desde maneiras diferentes de se vestir e falar, até o modo de pensar de alguns indivíduos. Para Freud, o controlo social pode gerar sentimentos contrários à civilização, muitas vezes hostis e agressivos.
Existem, de acordo com o sociólogo Robert Merton, cinco tipos de adaptação ao controlo social pela sociedade:
- Conformidade: Onde há aceitação das metas culturais e meios institucionais. Ocorre em sociedades com certo grau de estabilidade. Exemplo: trabalhador que busca "subir na vida".
- Inovação: Quando há aceitação das metas culturais, mas não dos meios institucionais para alcança-las. Na sociedade capitalista é representada pelo indivíduo que quer riqueza e poder, mas não segue a legalidade para atingi-los.
- Ritualismo: Quando há aceitação de uma posição intermediária na estrutura social, quando houve abandono das metas culturais de sucesso, busca-se apenas segurança. Quando o indivíduo, após conquistar certa segurança, foge dos perigos impostos pela sociedade na busca de metas culturais e agarra-se à rotina.
- Retreinamento: Quando há rejeição das metas culturais e dos meios institucionais para alcança-las. É representada por indivíduos que questionam as metas culturais, como por exemplo artistas, indivíduos marginalizados, errantes, mendigos e viciados em drogas.
- Rebelião: Extrema e máxima rejeição das metas culturais e dos mecanismos. Resulta em uma rebelião, ou seja, na resistência, normalmente violenta, contra os agentes da autoridade ou contra a ordem.


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