Nas últimas décadas, as representações das famílias em Portugal acabaram por sofrer profundas alterações. Os indicadores demográficos do nosso país salientam a decorrente diminuição do número de filhos por casal e também da dimensão média das famílias; o decréscimo marcante das taxas de fecundidade; o aumento da idade face ao nascimento do primeiro filho; ao declínio moderado das taxas de nupcialidade; mudanças na forma de celebração do casamento (aumento do casamento civil e diminuição do casamento nas igrejas); o avanço da idade média do homem e da mulher ao primeiro casamento; a exagerada subida dos valores do divórcio e o aumento significativo dos nascimentos fora do casamento.
Nupcialidade e Divórcio
A nupcialidade é um ponto crucial para entender como é feita a formação e por muitas vezes a separação das famílias, dado que é ligado diretamente ao estado civil dos indivíduos, ou seja, se estão solteiros, casados, separados, divorciados ou viúvos. Por meio da nupcialidade também é possível saber se o casamento foi realizado na igreja ou apenas pelo civil.
Em Portugal, os números de casamentos têm vindo a diminuir ao mesmo passo em que o número de divórcios vêm tendo um certo crescimento acentuado (crescimento marcado pela legalização do divórcio em 1975). Os portugueses estão acabando por se casar mais tarde e podemos verificar também em muitos lugares que enquanto o casal possui mais filhos, o divórcio passa a não ser cogitado.
Taxa de fecundidade
Taxa de fecundidade significa uma estimativa do número médio de filhos que uma mulher tem ao longo de sua vida. Sobre essa taxa, podemos observar um decréscimo relevante por conta, principalmente, do adiamento do primeiro filho e também pelo casamento tardio (antigamente, as mulheres acabavam por se casar muito cedo e sua função era somente a de procriar e cuidar da casa). São vários os fatores que explicam o adiamento do primeiro filho: a mulher obteve uma maior independência ao longo dos anos e passaram a desempenhar cargos além da vida doméstica, ou seja, começaram a dedicar mais a sua vida ao trabalho e também na vida social e respetivamente deixaram de ter a obrigação de apenas procriar. Outro fator de devida importância, é a introdução de mais métodos contracetivos, o que dificulta a procriação (a diminuição da gravidez na adolescência acaba por ser menor simplesmente pelo fato da introdução desses métodos e também por conta do maior conhecimento sobre a educação sexual).
Gabriela Trigo, n°8, 12°D
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